Por Kleber Karpov
O Ministério da Saúde enviou, nesta quinta-feira (16/Abr), um total de 2,2 milhões de novas doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. A medida visa garantir que os estoques sejam suficientes para atender às demandas regionais, como parte da estratégia de ampliação da cobertura vacinal no país.
Com a nova remessa, o total de imunizantes contra a covid-19 distribuídos nos primeiros meses de 2026 alcança 6,3 milhões de doses. Em comunicado oficial, a pasta federal reforçou que a ação assegura o abastecimento nacional. “Os estoques estão garantidos em todo o país”, afirmou o ministério na nota.
Entre os meses de janeiro e março deste ano, o governo federal já havia encaminhado 4,1 milhões de doses, das quais 2 milhões foram aplicadas. A nova entrega dá continuidade ao envio regular de imunizantes para crianças e adultos, fortalecendo os estoques locais.
A responsabilidade pela distribuição das doses às unidades de saúde, assim como a organização da logística local, o controle de validade e a aplicação, compete aos estados e municípios. O Ministério da Saúde é responsável por manter um estoque central que atenda a todo o território nacional.
Quem deve se vacinar
As vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizadas contra as cepas em circulação. A imunização é recomendada de forma prioritária para grupos considerados mais vulneráveis, seguindo diretrizes específicas de faixa etária e condição de saúde.
O esquema de vacinação contra a covid-19 está estruturado da seguinte forma:
- Idosos (a partir de 60 anos): duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.
- Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer fase, com intervalo mínimo de seis meses desde a última dose.
- Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: esquema básico de duas ou três doses, a depender do imunizante.
- Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas semestrais.
- População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas que não foram vacinadas anteriormente.
A estratégia também inclui outros grupos prioritários, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade e pessoas em situação de rua. A orientação do ministério é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação.
Cenário epidemiológico
Dados atualizados até 11 de abril de 2026 indicam o registro de 62.586 casos de síndrome gripal por covid-19. No mesmo período, foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 1.456 (4,7%) foram confirmados para covid-19, resultando em 188 óbitos.
O Ministério da Saúde concluiu o comunicado ressaltando a importância da imunização como principal ferramenta de proteção contra a doença.
“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, finalizou a pasta.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











