Por Kleber Karpov
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação, na última segunda-feira (1º/Jun), para combater a comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A ação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em Ramos e Vargem Pequena, visou interromper a venda irregular de substâncias controladas que eram oferecidas sem controle sanitário e em desacordo com as normas regulatórias através de redes sociais.
A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) iniciou as investigações após informações de inteligência apontarem que um homem anunciava e vendia os medicamentos por meio de aplicativos de mensagens. Os produtos eram comercializados sem comprovação de procedência e fora dos canais autorizados. Durante o trabalho de apuração, os agentes conseguiram identificar o responsável pelos anúncios e reunir provas que indicavam uma prática contínua e estruturada da atividade ilegal. Como resultado da operação, um homem foi preso.
Foram apreendidos medicamentos, um computador, registros comerciais e outros documentos. O material será utilizado para aprofundar as investigações, com o objetivo de identificar a origem dos produtos e mapear toda a rede de distribuição clandestina, incluindo possíveis fornecedores e outros integrantes.
Riscos e regulação da Anvisa
A operação revelou a oferta de substâncias como tirzepatida e retatrutida, medicamentos de alto valor que exigem prescrição e acompanhamento médico. Os anúncios garantiam disponibilidade imediata e continham preços, caracterizando uma atividade comercial contínua. Em uma das publicações, o investigado afirmava que seu produto não tinha o menor preço, mas garantia o melhor efeito.
A popularização de medicamentos com princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, que só podem ser adquiridos com retenção de receita, ampliou o mercado ilegal. Diante dos riscos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute uma nova instrução normativa sobre a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1.
A norma proposta integra um plano de ação com medidas regulatórias e de fiscalização. A agência pretende definir requisitos técnicos para importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, armazenamento e transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) utilizados nesses medicamentos.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










