Março Mais Mulher reforça visibilidade e inclusão de mulheres com deficiência no DF

Simpósio promovido pelo Coddede reúne governo e sociedade civil para debater políticas públicas e acessibilidade

Por Kleber Karpov

Como parte da programação do Março Mais Mulher, que reúne mais de 170 ações voltadas ao fortalecimento dos direitos femininos no Distrito Federal, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) participou, na última segunda-feira (9), de um simpósio para ampliar o debate sobre políticas de inclusão para mulheres com deficiência. O evento, promovido pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coddede), abordou a necessidade de ações específicas para este público, que corresponde a 65,1% do total de pessoas com deficiência na capital federal, conforme dados apresentados no encontro.

Garantia de direitos e atendimento inclusivo

O simpósio reforçou a importância da articulação entre o poder público e entidades da sociedade civil para a construção de políticas eficazes. A vice-governadora Celina Leão destacou que o cuidado com as mulheres é uma das prioridades da gestão atual, com foco na promoção de autonomia e dignidade por meio de serviços e ações governamentais.

“Cuidar das mulheres é uma prioridade do nosso governo. Trabalhamos para fortalecer cada vez mais as políticas públicas que promovem acolhimento, respeito e oportunidades. Nosso compromisso é garantir que todas as mulheres tenham acesso aos serviços e às ações que promovem autonomia, dignidade e inclusão.”, afirmou a vice-governadora Celina Leão.

Durante sua apresentação, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, detalhou os programas e projetos desenvolvidos pela pasta. Ela assegurou que todos os equipamentos da secretaria estão estruturados para oferecer um atendimento inclusivo e qualificado, com acessibilidade e acolhimento humanizado para mulheres com qualquer tipo de deficiência.

“Todos os equipamentos públicos da SMDF estão preparados para atender todas as mulheres, sem exceção, incluindo aquelas com algum tipo de deficiência. Trabalhamos para garantir acessibilidade, acolhimento humanizado e atendimento qualificado, porque inclusão também significa garantir que os serviços públicos estejam preparados para todas.”, ressaltou a secretária Giselle Ferreira.

Desafios e articulação intersetorial

Dois grandes desafios foram apontados durante o debate: a empregabilidade e a violência doméstica. Muitas mulheres com deficiência ainda enfrentam barreiras significativas para acessar e permanecer no mercado de trabalho. Além disso, elas apresentam maior vulnerabilidade à violência, com dados nacionais indicando que 65,4% dos casos são cometidos por cuidadores ou familiares.

O presidente do Coddede, Flávio Pereira dos Santos, defendeu a colaboração entre governo e sociedade civil como essencial para avançar na pauta. Ele salientou que o diálogo com órgãos como a Secretaria da Mulher fortalece a inclusão e facilita o acesso das mulheres com deficiência aos serviços e políticas públicas.

“A atuação dos órgãos públicos é fundamental para garantir atendimento adequado a esse público, especialmente dentro da perspectiva da acessibilidade e da construção de atitudes verdadeiramente inclusivas. O diálogo com instituições como a Secretaria da Mulher é extremamente importante, porque fortalece essa pauta, amplia a inclusão das mulheres e facilita o acesso aos serviços e às políticas públicas.”, enfatizou Flávio Pereira dos Santos.

O evento também contou com a participação de mulheres com deficiência, que compartilharam suas experiências. Ana Paula Batista, que atua em causas ligadas à deficiência física, reforçou o valor da representatividade e da união institucional para a criação de políticas mais sensíveis às diversas realidades femininas.

“Quando as instituições se unem para discutir inclusão, ampliam-se as possibilidades de criar políticas públicas mais sensíveis às diferentes realidades das mulheres. Esse tipo de iniciativa também fortalece a comunicação entre as redes de atendimento e contribui para que os profissionais estejam cada vez mais preparados para acolher e atender um público diverso. Além disso, amplia o debate na sociedade e ajuda a garantir que mais mulheres tenham acesso à informação, aos serviços e aos seus direitos.”, declarou Ana Paula Batista.

 

 

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