Por Kleber Karpov
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Fugazi para investigar um grupo suspeito de lesar servidores públicos, aposentados e pensionistas por meio de fraudes em operações de crédito consignado. A ação cumpre 13 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que empresas vinculadas aos investigados ofereciam um produto financeiro como se fosse um cartão de crédito consignado. Na realidade, o serviço funcionava como um empréstimo consignado tradicional, mas com a aplicação de juros elevados.
A estrutura do contrato continha mecanismos que, segundo a PF, dificultavam a quitação da dívida. Essa prática resultava em prejuízos para o consumidor, com o potencial de aumentar progressivamente o saldo devedor e manter a vítima presa ao débito.
Crimes financeiros e bloqueio de bens
Além da fraude contra os consumidores, a operação também investiga a possível ocorrência de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro. O objetivo seria ocultar a origem dos recursos obtidos de forma ilícita.
Para desarticular o esquema, a Justiça determinou, além dos mandados de busca, o sequestro de bens móveis e imóveis dos suspeitos. A decisão judicial também inclui o bloqueio de valores e de ativos financeiros dos investigados.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do PubliqueAI, plataforma para produção de textos jornalísticos com uso de Inteligência Artificial.










