Sono do bebê: aprenda a evitar a síndrome da morte súbita

Cuidados como posição segura para dormir e ambiente sem objetos soltos reduzem risco de óbito em crianças menores de 1 ano

Por Kleber Karpov

Especialistas da rede de saúde do Distrito Federal alertam para os cuidados necessários à prevenção da Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI), condição que levou a óbito 119 bebês no Brasil e dois no DF durante o ano de 2024. A síndrome é caracterizada pela morte abrupta e sem causa definida de crianças com menos de um ano durante o sono. Medidas simples, como posicionar o bebê para dormir com a barriga para cima e garantir um berço seguro, são as principais recomendações para evitar a ocorrência.

Recomendações para um sono seguro

A médica neonatologista e pediatra do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marta Rocha, explica que o maior risco da síndrome se concentra nos primeiros seis meses de vida da criança. A principal orientação é nunca colocar o bebê para dormir de bruços ou de lado, mas sempre com a barriga para cima, posição que deve ser mantida até o primeiro ano de vida.

O ambiente do sono também exige atenção. O colchão deve ser firme e plano, coberto apenas por um lençol bem preso. A presença de travesseiros, pelúcias, cobertores soltos ou protetores de berço deve ser evitada, pois aumenta o risco de sufocamento. Em vez de cobertores, a especialista sugere o uso de sacos de dormir, que mantêm o bebê aquecido sem o perigo de cobrir o rosto e causar superaquecimento.

“O risco maior é até os seis meses de idade. Alguns cuidados diminuem essa ocorrência, como a posição segura para o sono, a utilização de colchão firme e plano, com lençol preso e sem travesseiro, pelúcias ou protetor de berço. A orientação é nunca colocar o bebê de bruços ou de lado para dormir, utilizar o saco de dormir em vez de cobertor a fim de evitar o sufocamento e o risco de superaquecimento. Caso seja prematuro, é indicado ainda fazer um rolinho preso ao colchão que fique ao redor do bebê”, explica a médica neonatologista e pediatra do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marta Rocha.

Orientação profissional é lei

A importância dessas orientações é reforçada pela Lei 7.722, de 14 de julho de 2025, que determina que hospitais e maternidades devem fornecer demonstrações práticas aos pais sobre o posicionamento correto do bebê e a organização do ambiente de sono antes da alta hospitalar. A prática já é uma realidade nas unidades de saúde do Distrito Federal.

Jessica Kelly dos Santos, 29 anos, moradora da Estrutural, vivenciou esse protocolo no Hmib após o nascimento de sua filha prematura, Vitória. Ela relata ter recebido todo o apoio da equipe, que demonstrou na prática os procedimentos corretos, o que a fez sentir-se mais segura para cuidar da filha em casa.

“Foi tudo muito bem explicado. Mostraram na prática como devemos proceder. Acho muito importante sair daqui com tudo esclarecido. Me sinto ainda mais segura para cuidar dela e garantir mais proteção”, afirmou.

Fatores de risco e outros cuidados

Outra prática desaconselhada é a cama compartilhada, devido ao risco de os cuidadores rolarem acidentalmente sobre o bebê ou de a criança ficar presa na roupa de cama, obstruindo suas vias aéreas. A recomendação é que o bebê durma no quarto dos pais, mas em sua própria superfície, como um berço ou moisés, próximo à cama deles.

De acordo com a neonatologista Marta Rocha, estudos indicam que fatores neurológicos e ambientais inseguros são os principais riscos. Condições como a exposição à fumaça de cigarro, o superaquecimento do bebê por excesso de roupas ou temperatura ambiente elevada, a prematuridade e o baixo peso ao nascer também podem aumentar a probabilidade da ocorrência da síndrome.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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