Senadores bolsonaristas recorrem ao STF para tentar, novamente, tirar Renan da relatoria da CPI da Pandemia

Parlamentares impetraram mandado de segurança ao STF sob argumento de impedimento por possível investigação de governador de Alagoas, filho de Renan Calheiros

Por Kleber Karpov

Os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Eduardo Girão (Podemos-CE) apresentaram, nesta quarta-feira (28/Abr), o Mandado de Segurança (MS) MS 37.870, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A medida tem por finalidade tentar tirar o senador Renan Calheiros (MDB-AL), da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, instalada na terça-feira (27/Abr).

No mandado, os parlamentares, apoiadores de Bolsonaro, sugerem impedimento de Calheiros, como relator da CPI, por ter parentesco, em primeiro grau, com possíveis alvos da investigação. Referência essa ao filho do relator da CPI e governador de Alagoas, José Renan Vasconcelos Calheiros Filho (MDB-AL).

Medo?

Essa foi a terceira tentativa de parlamentares bolsonaristas de barrarem a relatoria de Calheiros, na CPI da Pandemia. A comissão deu início a investigar das ações e se houve negligência e omissões, por parte do governo federal, em relação ao combate ao coronavírus, que no Brasil, soma aproximadamente 400 mil óbitos de brasileiros em decorrência de infecção por Covid-19.

A primeira, foi por meio de liminar, apresentada pela deputada federal, Carla Zambelli (PSL-SP), que chegou a ser acolhida pela Justiça Federal de Brasília (26/Abr). Porém, foi cassada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) por meio de um recurso apresentado pela Advocacia-Geral do Senado e pelo MDB.

Tal medida foi classificada pelo vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) como “uma liminar cloroquina: tratamento precoce, sem eficácia comprovada e com efeito colaterais gravíssimos”.

Também durante a sessão de instalação da CPI (27/Abr), os três senadores bolsonaristas tentaram impedir Calheiros de assumir a relatoria. Tentativa essa, frustrada pelo presidente eleito da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Justiça

Nas redes sociais, Aziz publicou, sem referência direta ao mandado de segurança impetrado no STF, a afirmação que a comissão “não foi criada para se vingar de ninguém, e sim para fazer justiça”.

O mandado de segurança aguarda distribuição para um ministro do STF.

FonteG1

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