Por Kleber Karpov
A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL/RJ), na manhã desta quarta-feira (8/Jun), a série de informações conflitantes. Na última sexta-feira (3), o ministro Moraes havia determinado a suspensão do porte de arma do ex-presidente e a apreensão de seu arsenal. A defesa informou, inicialmente, que as armas estavam guardadas em instalações do Exército.
Contudo, a corporação militar comunicou que duas das seis armas pertencentes a Bolsonaro não foram entregues à PF por não terem sido localizadas. Diante do impasse, os advogados do ex-presidente prestaram esclarecimentos ao STF, detalhando a situação de cada uma das armas pendentes.
Segundo a defesa, uma espingarda, recebida como presente, encontra-se em uma importadora bélica no Rio Grande do Sul. A outra arma, uma pistola Glock, seria a mesma que foi apreendida com um segurança do ex-presidente e estaria sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Contexto judicial
A decisão de Moraes para a busca e apreensão foi motivada pela divergência entre as versões apresentadas. O ministro argumenta que a posse de armamentos é incompatível com o cumprimento de uma pena de prisão, ainda que em regime domiciliar. Essa avaliação prevalece mesmo com a informação de que a Polícia Civil do DF não indiciou o ex-presidente e considera as armas legalizadas.
Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão no processo que investiga uma trama golpista. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar temporária, concedida após um procedimento cirúrgico, e se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do PubliqueAI, plataforma para produção de textos jornalísticos com uso de Inteligência Artificial.










