Por Kleber Karpov
O programa Viva Flor, coordenado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), assiste simultaneamente a 1.810 mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Implementada oficialmente em 2018, após um projeto-piloto em 2017, a iniciativa já atendeu um total de 3.034 vítimas e, desde sua criação, não registrou nenhum caso de feminicídio entre as participantes. O programa expandiu sua rede de proteção por meio de modernização tecnológica e maior integração com o sistema de justiça.
O Viva Flor demonstrou um crescimento contínuo desde sua implementação, com uma expansão mais acelerada a partir de 2023. Este avanço foi impulsionado por melhorias operacionais, atualizações tecnológicas e a ampliação da rede de atendimento, resultando em um salto expressivo no número de mulheres protegidas.
De acordo com a governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), o principal indicador de sucesso da iniciativa é a ausência de feminicídios entre as mais de 3.034 mulheres já incluídas no programa. O resultado destaca a efetividade das medidas de proteção e do acompanhamento oferecido às vítimas.
“O Viva Flor é a tradução da nossa determinação em enfrentar a violência. Proteger mulheres não é promessa: é prática diária e obrigação do Estado. Com mais de 1.800 mulheres assistidas de forma simultânea, esta política pública de segurança integral demonstra seu grande impacto. Desde a criação, não houve nenhum registro de feminicídio entre as mais de 3.034 participantes já atendidas. Graças à modernização tecnológica e à integração com o sistema de justiça, garantimos que a proteção seja uma resposta imediata e eficaz no Distrito Federal”, ressalta a governadora Celina Leão.
Modernização
A evolução tecnológica do programa foi um fator crucial para sua expansão. Inicialmente operando apenas por meio de um aplicativo, a iniciativa passou a oferecer, em 2021, um dispositivo próprio de acionamento emergencial. O aparelho, semelhante a um telefone móvel, garante a inclusão de mulheres em situação de maior vulnerabilidade, que não possuem acesso contínuo à internet ou a smartphones.
A integração com o sistema de justiça, através da incorporação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), e a atuação articulada com as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams I e II) e delegacias circunscricionais conferiram maior celeridade na análise dos casos. O modelo atual permite que as mulheres saiam das unidades policiais já com o dispositivo de proteção ativado, reduzindo o tempo entre a denúncia e a proteção efetiva, embora a medida ainda necessite de validação judicial.
“Desde a implantação, o Viva Flor vem se consolidando como uma das principais políticas públicas de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar no Distrito Federal. Os resultados do Viva Flor demonstram que políticas públicas estruturadas, baseadas em evidências e sustentadas pela integração entre instituições, têm capacidade real de salvar vidas. O crescimento expressivo do programa, especialmente nos últimos anos, reflete o compromisso do Governo do Distrito Federal em ampliar a proteção às mulheres com uso de tecnologia, agilidade nos fluxos e atuação humanizada. Estamos consolidando uma rede cada vez mais eficiente, capaz de chegar mais rápido e proteger melhor quem mais precisa”, enfatiza o secretário de Segurança Pública do DF interino, Alexandre Patury.
“A evolução do Viva Flor reflete o aprimoramento contínuo dos fluxos operacionais e a consolidação da integração entre segurança pública e sistema de justiça. A incorporação do PJe, a atuação articulada com as Deams e a integração com o Copom Mulher permitem reduzir o tempo de resposta, qualificar o atendimento e garantir maior efetividade na proteção das vítimas em situação de risco”, destaca a secretária-executiva institucional e de Políticas de Segurança Pública interina, Regilene Siqueira.
Atuação conjunta e perfil das vítimas
A eficiência do programa é reforçada por um Termo de Cooperação Técnica (TCT), firmado em 2017 e renovado desde então. O acordo consolida a atuação conjunta entre a SSP-DF, a Secretaria da Mulher (SMDF), o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), o Ministério Público, a Defensoria Pública e as forças de segurança.
O perfil das mulheres assistidas pelo Viva Flor mostra que a maior parte (67%) está na faixa etária de 30 a 59 anos. Em seguida, aparecem mulheres de 18 a 29 anos, correspondendo a 26% do total, e aquelas acima de 60 anos, que representam 6%. Os dados indicam que o programa alcança principalmente mulheres em idade economicamente ativa.
A importância do Copom Mulher
A integração com o Copom Mulher da Polícia Militar do DF fortalece a resposta em tempo real aos acionamentos. As ocorrências provenientes do Viva Flor recebem um nível de atenção prioritário, considerando a gravidade da situação de vítimas que já possuem medidas protetivas. O atendimento é direcionado, levando em conta o histórico da vítima e o risco envolvido.
“O Copom Mulher é um grande avanço para a sociedade, porque traz um atendimento mais humano, acolhedor e sensível às mulheres que enfrentam a violência doméstica. Hoje, essas mulheres encontram mais orientação, mais escuta e mais apoio para romper o ciclo da violência e recomeçar com segurança uma nova história”, conclui a chefe do Copom Mulher, major Patrícia Jacques da Silva.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;












