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19 mar 2026 21:59

Projeto de Roosevelt Vilela prevê carteira estudantil digital no DF

Segundo o autor do projeto, Roosevelt Vilela, a carteirinha poderá ser feita pelo GDF, por meio de "parceria com entidades públicas ou privadas, vedada qualquer cobrança para emissão"

Por Luís Cláudio Alves

Os estudantes do Distrito Federal poderão contar em breve com a possiblidade de usarem uma carteira estudantil digital. É o que prevê o projeto de lei nº 1.001/2020, do deputado Roosevelt Vilela (PSB), aprovado, em primeiro turno, na tarde desta terça-feira (18), em sessão extraordinária remota da Câmara Legislativa. O texto ainda tem que passar por uma segunda votação, prevista para esta quarta-feira (19).

O projeto altera a legislação que instituiu a meia-entrada para os estudantes das escolas públicas e particulares. Pela proposta, a lei passará a considerar a opção de emissão de carteiras estudantis tanto físicas como digitais. A emissão, segundo o projeto, poderá ser feita pelo GDF, por meio de “parceria com entidades públicas ou privadas, vedada qualquer cobrança para emissão das carteiras de identidade estudantil”.

Segundo o autor do projeto, a opção digital já foi objeto da Medida Provisória 895/19 do governo federal, que acabou não virando Lei. “A evolução dos conhecimentos de informática e a vertiginosa facilitação que a digitalização traz ao serviço público, além da economicidade ao usuário do serviço, nos força a compreender que a carteira digital é um caminho natural e exigível. Ademais, não podemos olvidar que o país ainda atravessa período de crise econômica, e que os estudantes compõem um dos segmentos que mais sofre com a referida crise”, justificou.

Estágio na área de saúde poderá contar para concursos

Nesta terça-feira, os deputados também aprovaram, em primeiro turno, o projeto de lei nº 883/2020, do deputado Jorge Vianna (Podemos), que estabelece que o estágio nas Unidades de Saúde da rede pública e da rede privada será considerado como experiência para concursos públicos e processos seletivos realizados no DF.

“Depois de meses, às vezes anos, de estágio, esses estudantes, ao se candidatarem a uma vaga em um concurso público ou em um processo seletivo, são preteridos por não terem experiência comprovada. Essa conduta é danosa ao estagiário, além de ser injusta. Esse estudante, durante o estágio, quase sempre realiza atividades próprias do profissional titular”, justifica o deputado.

Projeto cria sistema de bibliotecas escolares

A Câmara aprovou ainda, em primeiro turno, o PL 473/2019, do deputado João Cardoso (Avante), que institui o Sistema de Bibliotecas Escolares no DF. A proposta pretende integrar as bibliotecas da rede pública de ensino e demais órgãos da secretaria de Educação. O projeto define como biblioteca escolar “coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura”. Segundo o autor, as bibliotecas são indispensáveis para a formação do indivíduo e o acesso aos estudantes deve ser facilitado.

FonteCLDF

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