Comissão debate novo modelo para as polícias no Brasil

Em audiência promovida pelo deputado federal Luis Miranda, entidades expõem argumentos para mudanças no modelo das instituições policiais

Tema de discussões nos últimos anos no Brasil, a mudança no atual modelo das policias foi pauta de uma audiência pública realizada nesta terça-feira (24) na Câmara Federal. O debate ocorreu na Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado com a presença de várias autoridades e representantes da área. Um dos pontos mais discutidos foi a possibilidade de implantação do modelo de ciclo completo, que ocorre quando a mesma polícia que faz o patrulhamento, autua flagrante e trabalha a investigação.

Na visão do deputado federal Luis Miranda (Democratas/DF), autor do requerimento que deu origem à reunião e que a conduziu, o grande apelo sobre a discussão certamente dará frutos positivos para o Brasil no futuro.

Assessor Institucional da Polícia Civil do Distrito Federal, Kleber Luiz foi o primeiro a falar no debate e ressaltou o papel do policial na sociedade. Pediu uma nova visão da população e da imprensa sobre a categoria. E trouxe um dado dramático para o País. Segundo um estudo apresentado no Palácio do Planalto, chamado de “Custos Econômicos da Criminalidade no Brasil”, que no ano de 2015 alcançou a cifra de R$ 285 bilhões, sem levar em consideração os recursos que o Brasil deixou de arrecadar por causa da criminalidade.

Modelo americano

Hoje a polícia americana virou referência mundial e muito se deve ao fato de como ela é retratada em filmes e seriados na TV. Mas de acordo com o brasileiro Eliel Teixeira, policial no Condado de Los Angeles (EUA), os números também dão base a essa classificação. Segundo ele, o índice de resolução de crimes por lá é acima de 80%. A unificação das polícias é um dos motivos para isso. “O policial (nos EUA) faz o ciclo completo. Isso traz ao cidadão a resolução. Patrulha, prende, investiga, coloca tudo no papel e leva ao Ministério Público”, argumentou.

Divergências

Já o presidente da Associação Nacional dos delegados de Polícia Federal, Edvair Felix de Paiva, é contra o modelo do ciclo completo. Ele fez pontuações e disse que o não se pode comparar modelo de outros países sem levar em conta os aspectos culturais e socioeconômicos no Brasil. É preciso aplicação de tecnologia e ver a polícia como investimentos e não como gasto. Félix de Paiva também citou dados sobre resolução de crimes pela PF, que ultrapassa os 70% para elogiar o atual modelo.

Representando a Polícia Militar, o coronel André Luiz, diretor de Telemática da Polícia Militar do DF, ressaltou a possibilidade de registro de termo circunstanciado por parte da PM, gerando economia de recursos e brevidade na condução judicial, que passa a ser de 55 dias. Nesse caso o policial que se depara com um crime em flagrante com pena de menos de dois anos. A favor do modelo de ciclo completo, Félix frisou: “O cidadão que liga para o 190 quer ser atendido. Ela não quer saber que tipo de modelo de polícia que vai atendê-lo”.

A mudança no modelo de polícia foi defendida pela Federação Nacional dos Policiais Federais. Para o vice-presidente da entidade, Luiz Carlos Cavalcante, é preciso haver uma alteração na Constituição Federal para reestruturar as polícias dotando-as do ciclo completo de investigação com desburocratização dos trabalhos.

Para Marcos de Almeida Camargo, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, esta categoria precisa de autonomia técnica e cientifica para realizar um trabalho isento. A Federação dos Policiais Civis da Região Norte defendeu mais investimento na área de segurança. O deputado Luís Miranda ressaltou ainda a necessidade de oferecer melhores condições de trabalho para os policiais, já que exercem papel fundamental na sociedade. A expectativa é que as discussões sejam ampliadas.

Fonte: Ascom Luiz Miranda

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