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02 fev 2026 07:48

‘Onde está o dinheiro? Rollemberg comeu, Rollemberg comeu…’

“Onde está o dinheiro? O gato comeu, o gato comeu.
E ninguém viu. O gato fugiu, o gato fugiu.
O seu paradeiro, está no estrangeiro. Onde está o dinheiro?
(José Maria de Abreu/Francisco Mattoso/Paulo Barbosa)

Por Lauro Ferreira

Mal sabiam os compositores, ao escrever a marchinha que ficou eternizada na voz de Gal Costa, que esta letra um dia retrataria a realidade da saúde do DF e, principalmente, descreveria a situação dos servidores da SES-DF. Algumas músicas antigas nunca foram tão atuais como agora. Não falta dinheiro apenas para aquisição e manutenção, mas também para honrar os compromissos financeiros com os servidores.

Intrigante observar que o Sr. Governador do DF não entende porque um servidor faz horas extras. Primeiro, por necessidade do serviço, claro (só assim a oportunidade é ofertada ao servidor). E segundo, por conveniência e necessidade do servidor, óbvio. Mas o que é tão evidente para qualquer um de nós não parece claro para a gestão da SES-DF, tampouco para nosso gestor mor, o Governador.

Desde que assumiu o GDF Rollemberg tem aumentado o intervalo de tempo que leva para efetivar o pagamento das horas extras realizadas pelos servidores da SES-DF. Hoje, fevereiro/2018, os servidores aguardam o pagamento das horas extras feitas em outubro/2017, ou seja, os servidores já realizaram o serviço há 4 meses e ainda aguardam, sem qualquer previsão de data, o pagamento pelos mesmos.

Quem de nós já experimentou ficar devendo alguma conta por igual período e conseguiu efetivar o pagamento sem juros e correção monetária? Faturas de água, energia elétrica, impostos com IPVA e IPTU, aluguel, mensalidade escolar dos filhos… qualquer dessas contas comuns aos cidadãos, se em atraso por um mês que seja, sofre reajuste.

Mas o GDF é exceção. Exige de todos nós o cumprimento de nossas obrigações em impostos dentro do prazo legal, e o pagamento dos respectivos juros e multa quando do atraso. Entretanto, quando o Governo fica em débito com seus servidores, não utiliza a mesma regra. Deve, não nega, mas paga quando quer e como quer. Enquanto isso, os servidores amargam suas dívidas, tendo que recorrer a empréstimos e ao cheque especial para honrar seus compromissos.

E o carnaval de muitos servidores? Sem festa, sem grana, sem graça!! Afinal… Onde está o dinheiro?

 

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