Por Kleber Karpov
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (4/Ago), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes em descontos indevidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no DF e no Maranhão.
Entre os alvos da investigação está o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e esposa Samya Rocha, e o advogado Willer Tomaz de Souza, um dos principais articuladores políticos da campanha do pré-candidado ao GDF, ex-governador, José Roberto Arruda (PSD), que não faz parte da investigação do referido episódio.
Segundo a representação da PF encaminhada ao STF, Rocha é apontado como responsável por “formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais”.
A esposa do senador, Samya Rocha, segundo indica a PF nas apurações, teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas que possuem relação com Tomaz, de acordo com as apurações.
Articulação política de Arruda
Tomaz, que exerce papel central na campanha de Arruda, além do direcionamento dos R$ 11 milhões à Samya Rocha, segundo investigação da PF, atua como integrante central da estrutura investigada. Souza é associado a empresas, imóveis, aeronaves, operadores financeiros e interlocutores políticos.
Conforme imagens disponibilizadas por Metrópoles (Veja Reportagem Aqui), em outubro de 2025, Tomaz circulou no Lago Sul, juntamente com Arruda para escolha de imóvel para o comitê de campanha de do ex-governador. As imagens abaixo foram filmadas na QI 3, Conjunto 9, onde viram uma casa, embora tenham fechado outro imóvel na QI 13.
Decisão do STF e andamento
Em nota, a PF informou que as investigações identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais feitas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça afirmou que “o conjunto probatório apresentado supera o plano das conjecturas”. O ministro também citou a existência de “correlação temporal entre comunicações, aportes e cobranças”.
A PF comunicou que as apurações continuam para detalhar a origem e o destino dos recursos. “As apurações prosseguem para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados”, informou a corporação. Além dos três, segundo informações da PF, outros alvos dos mandados incluem mais familiares do senador, empresários e escritórios de advocacia.
O espaço peramence aberto para manifestação dos demais citados para que possam apresentar os respectivos posicionamentos.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;










