Por Kleber Karpov
As mulheres representam a maioria dos servidores efetivos no Governo do Distrito Federal (GDF), totalizando 66.459 profissionais, o que corresponde a 54,62% de um universo de 121.679 servidores, As informações foram divulgadas pelo GDF, neste domingo (08/Mar) e demonstram que, além da predominância numérica, a presença feminina avança em cargos de liderança e na formulação de políticas públicas, consolidando sua participação em postos estratégicos da administração distrital.
A expansão da influência feminina é visível nos altos escalões do governo. Das 33 secretarias de Estado do Distrito Federal, seis são lideradas por mulheres, o que representa aproximadamente 18% das posições neste nível. O grupo inclui a vice-governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), além de cinco secretárias de Estado.
Para Celina Leão, o fortalecimento da presença feminina transcende a pauta social, sendo uma questão de desenvolvimento econômico e social. Ela destaca que a inclusão de mulheres nos espaços de decisão torna as políticas públicas mais eficientes e conectadas com a realidade da população.
“É uma agenda estratégica de crescimento, de competitividade e de futuro para o país. Quando ampliamos oportunidades para as mulheres, fortalecemos a economia, impulsionamos a inovação e construímos uma sociedade mais justa. As mulheres não estão pedindo espaço. Estão demonstrando todos os dias que sabem ocupá-lo com competência, coragem, sensibilidade e responsabilidade. A presença feminina nos espaços de decisão amplia o olhar sobre os desafios e torna as escolhas públicas mais humanas, mais eficientes e mais conectadas com a realidade das pessoas”, disse Celina Leão.
Nas administrações regionais, a participação feminina também se destaca. Atualmente, cinco das 35 regiões administrativas do DF são comandadas por mulheres, o que equivale a cerca de 14% das chefias locais na estrutura governamental.
Setores essenciais da administração
Em áreas como educação e desenvolvimento social, a presença de mulheres é ainda mais expressiva. Na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), elas compõem 68,51% do quadro total de servidores, somando 22.431 profissionais de um total de 32.742.
Nos cargos comissionados da pasta, a participação feminina também é majoritária, com 2.977 mulheres ocupando 66,54% das 4.474 funções de gestão. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, considera um orgulho a quantidade de mulheres em posições de liderança no setor. “São profissionais que conduzem a gestão com sensibilidade, dedicação e competência, transformando, dia após dia, a realidade das nossas escolas”, afirma.
Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), o cenário é similar. As mulheres representam 62,8% dos servidores, com 1.113 profissionais em um quadro de 1.771. Elas também ocupam 60,5% dos cargos de chefia. Para a secretária Ana Paula Marra, essa presença qualifica as políticas públicas. “Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, ela não sobe sozinha. Ela leva consigo repertório, escuta, vivência e compromisso com quem está na base”, avalia.
Àreas tradicionalmente masculinas
A participação feminina também cresce em setores historicamente dominados por homens, como a segurança pública. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é atualmente comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka, e as mulheres já representam cerca de 15% do efetivo da corporação. Na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a presença feminina atinge aproximadamente 30% do efetivo, com mulheres atuando em funções como delegadas, peritas e papiloscopistas. O movimento de ocupação se estende a áreas de inovação, como na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, onde as três subsecretarias são chefiadas por mulheres.
Qualificação e protagonismo
O protagonismo feminino se reflete ainda na busca por qualificação profissional. Na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), cerca de 70% dos servidores que participam dos programas de capacitação são mulheres, um dado que indica o empenho na formação contínua.
Juliana Tolentino, diretora-executiva da instituição, aponta que o número reflete a crescente participação feminina na administração pública. “Sob a direção de mulheres, a Escola de Governo consolida um modelo de gestão orientado por competência técnica, sensibilidade social e compromisso com a equidade”, afirma.










