Por Kleber Karpov
A Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) finalizou, nesta sexta-feira (06/Mar), uma operação intensiva de fiscalização em 424 clínicas de estética no Distrito Federal. A ação, que durou quatro dias e antecede o Dia Internacional da Mulher, resultou em 66 estabelecimentos autuados, 31 interditados e na apreensão de 811 produtos irregulares, com o objetivo de garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados.
Balanço da operação
Durante a fiscalização, foram verificados itens como a conformidade técnica dos procedimentos, a segurança do paciente e a adequação da infraestrutura física e documental. As inspeções abrangeram todas as regiões administrativas do DF, segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Márcia Olivé.
“O objetivo é proteger a saúde e o bem-estar das mulheres do DF. Nesse sentido, a iniciativa foi realizada em conjunto com os núcleos de inspeção, abrangendo todas as regiões administrativas”, explicou a diretora.
Entre os 811 produtos irregulares apreendidos, constam medicamentos e cosméticos, como preenchedores, canetas emagrecedoras e toxinas botulínicas. O alto número de apreensões e interdições reforça a importância da fiscalização contínua no setor.
A presença dos fiscais foi vista como positiva por empresários do ramo. Para a proprietária de uma das clínicas inspecionadas, Marianne Moncaio, a atuação do órgão transmite segurança. “É uma preocupação que mostra ao consumidor que o estabelecimento está cumprindo todas as normas. Isso passa confiança”, disse.

Orientações ao consumidor
A escolha de locais seguros e profissionais qualificados é fundamental para a realização de procedimentos estéticos. Ambientes adequados devem seguir rigorosos protocolos de biossegurança, incluindo a esterilização de equipamentos e o uso de materiais descartáveis e de qualidade.
Márcia Olivé orienta os consumidores a adotarem uma postura ativa antes de contratar qualquer serviço. É crucial verificar se o estabelecimento possui licenciamento da Vigilância Sanitária e observar as condições gerais do espaço, dos produtos e dos equipamentos utilizados.
“Também é importante se informar sobre a formação e o registro do profissional que atua na clínica, perguntar sobre os produtos, verificar se estão íntegros e se possuem registro da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], além de pedir um orçamento claro e detalhado dos serviços e checar se a clínica oferece suporte após o procedimento”, disse Márcia Olivé.
A recomendação reforça que a responsabilidade pela segurança é compartilhada entre o poder público, os estabelecimentos e os próprios clientes, que devem estar atentos para evitar riscos à saúde.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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