Um dia da caça e no outro… Liliane Roriz pode perder os direitos políticos

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Um dia após Celina Leão receber sentença da manutenção do afastamento da Mesa Diretora da CLDF, Liliane Roriz enfrenta dois julgamentos. Um no Tribunal de Justiça do DF e outro  na Comissão de Ética da CLDF. Será que sobrevive?

Por Kleber Karpov

Nessa quarta-feira (19/Out) o destino da deputada distrital, Liliane Roriz (PTB) deve ser decidido pela 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). A parlamentar e familiares, devem enfrentar o julgamento final, em segunda instância, de ação de improbidade administrativa. Liliane deve enfrentar ainda a votação da admissibilidade do processo de cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar junto a Comissão de Ética da Câmara Legislativa do DF (CLDF).

Entenda o caso, se conseguir…

Em julho de 2015, o ex-governador, Joaquim Roriz e as filhas Wesliane, Jaqueline e Liliane Roriz foram condenados, em primeira instância, por improbidade administrativa. E em 16 de agosto, dois dos três desembargadores votaram pela manutenção da condenação. Porém, Liliane escapou, temporariamente, em decorrência de mudança no Código de Processo Civil (CPC) que passou a resguardar a chance de inversão do resultado, quando não há unanimidade na decisão do colegiado.

Também em 16 de agosto, Liliane divulgou áudios de conversas entre com a deputada Celina Leão (PPS) e com o diretor geral da Mesa Diretora, Valério Neves. A distrital denunciou o caso ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), renunciou ao cargo de vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do DF (CLDF).

O episódio que ficou conhecido por ‘UTI Gates’, foi criada uma força tarefa entre o MPDFT, a Polícia Civil, que deflagrou a ‘Operação Drácon’, além da Polícia Federal. Com os nomes envolvidos nas denúncias de Liliane, os membros da Mesa Diretora da CLDF, com as investigações sob sigilo foram afastados das funções por força de liminar do MPDFT.

O distrital Cristiano Araújo (PSD) e servidores de confiança de parlamentares também foram envolvidos nas denúncias de Liliane Roriz.

Não caio sozinha?

Os parlamentares, supostamente envolvidos no esquema de corrupção, chegaram a atribuir à ‘postura’ de Liliane, a fato de a parlamentar saber que estava prestes a ser cassada na CLDF, por falta de decoro parlamentar, em processo que tramitava na Casa, daí uma suposta tentativa de se vingar dos colegas.

Fragilidades

Também chama atenção que as denúncias apresentadas por Liliane Roriz, apresentam diversas fragilidades que vão desde contradições de depoimentos da própria deputada, a fragilidades de investigações da Polícia Civil, do MPDFT e até de suposta coparticipação do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e do próprio MPDFT, colocadas em suspeição tanto por  parlamentares, quanto em abordagens em matérias, provenientes de vazamentos de informações à imprensa.

Outro fator que deve corroborar com a fragilidade da condição da parlamentar foi a exposição da imagem da CLDF, e principalmente de colegas. Por esse aspecto, vale observar que com exceção de Celina Leão, Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato Andrade (PR) e Júlio César (PRB), foram reconduzidos à mesa após decisão da Justiça, na terça-feira (18/Out).

Ai que sono!

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Guarda Jânio, no centro de Taguatinga – Foto: Reprodução da Internet

Quem deve estar há algumas semanas com bastante insônia, sem conseguir dormir, por causa da expectativa é o suplente de Liliane Roriz. O policial militar, Jânio Farias Marques, (PRTB), carinhosamente conhecido por Guarda Jânio, que se tornou popular ao criar estilo próprio na condução do trânsito no centro de Taguatinga, região administrativa do DF.

Caso se confirme a cassação, a Distrital, Liliane Roriz, além dos pais e da irmã devem perder os direitos políticos por dez anos. Em contrapartida, a categoria da Polícia Militar do DF (PM-DF) ganha um reforço de peso para pleitear as reivindicações dos militares.

 Da Redação

ERRAMOS

Política Distrital mencionou que a esposa do ex-governador, Joaquim Roriz, Sra. Weslian foi condenada na ação de improbidade, em primeira instância, quando na prática a condenação foi de Wesliana Roriz, filha do ex-chefe do Executivo.

Atualização: 19/10/16 às 13h39

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