Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) emitiu, nesta segunda-feira (13/Abr), um alerta para que viajantes e profissionais do setor de turismo verifiquem sua situação vacinal contra o sarampo. A recomendação é direcionada especialmente a quem tem viagens marcadas para países como Estados Unidos, Canadá e México, e para trabalhadores de aeroportos, rodoviárias e embaixadas. A medida preventiva ocorre em um cenário de quase 15 mil casos confirmados nas Américas desde o ano passado, com 38 registros no Brasil em 2025 e dois em 2026, visando evitar a propagação de “casos importados” no DF, cujo último registro foi em 2025.
Segundo a SES-DF, a principal estratégia para impedir que casos de sarampo se espalhem no território é garantir uma alta cobertura vacinal na população. A doença é altamente contagiosa e pode levar a complicações graves e até mesmo ao óbito.
“Quando a maior parte da população está vacinada, o vírus praticamente não circula. Isso cria uma barreira de proteção coletiva, que protege as pessoas mais frágeis”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Tereza Luiza Pereira.
O imunizante, conhecido como tríplice viral, protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível nas salas de vacinação da rede pública. Para se vacinar, basta apresentar um documento de identidade e, se possível, a caderneta de vacinação. O esquema vacinal preconiza duas doses para pessoas de um a 29 anos e para profissionais de saúde de qualquer idade. Adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.
Cenário epidemiológico
A gerente da SES-DF destaca que, dos 38 casos confirmados no Brasil em 2026, 36 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação. No Distrito Federal, embora a cobertura esteja próxima do ideal, a meta de 95% ainda não foi alcançada. Entre crianças de 12 meses a 2 anos, o índice é de 85,6% para a primeira dose e 81,2% para a segunda.
Adultos que não sabem se foram imunizados devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação. A SES-DF também disponibiliza a Sala do Viajante, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), para fornecer orientações completas sobre cuidados de saúde para quem vai deixar o país.
Monitoramento e planos de ação no DF
Apesar de não registrar casos de sarampo em 2026, o Distrito Federal mantém a doença sob vigilância constante por meio do Comitê de Monitoramento de Eventos em Saúde (Cmesp-DF). O grupo, composto por especialistas de diversas áreas da SES-DF, acompanha a evolução dos números no Brasil e no exterior para antecipar riscos.
“Espaços como o Cmesp são fundamentais para fortalecer a capacidade da SES-DF de antecipar riscos e responder de forma oportuna a possíveis ameaças à saúde pública. Ao acompanhar rumores e eventos internacionais, o Comitê permite a detecção precoce de situações que podem impactar o território local, mesmo antes da confirmação oficial de casos”, explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta.
Em 2023, a capital federal investigou 30 casos suspeitos, sem nenhuma confirmação. Em 2024, foram 36 notificações, todas descartadas. Já em 2025, além de 71 suspeitas investigadas e descartadas, houve a confirmação de um caso importado. Na ocasião, a SES-DF realizou uma busca ativa por 278 pessoas que tiveram contato com o paciente, que cumpriu isolamento domiciliar. Ações de bloqueio vacinal seletivo e orientação foram implementadas.
Para garantir agilidade, a pasta segue o “Plano Distrital de Resposta Rápida a Casos e Surtos de Sarampo”. O documento estabelece previamente as medidas a serem tomadas em diferentes cenários epidemiológicos.
“A existência de um plano previamente elaborado e amplamente divulgado, baseado em diferentes cenários epidemiológicos, garante que a Secretaria de Saúde esteja preparada para agir de forma organizada diante de uma eventual emergência. Esse planejamento define fluxos, responsabilidades e medidas a serem adotadas em cada situação, o que permite uma resposta coordenada, oportuna e eficaz entre as equipes envolvidas, contribuindo para reduzir riscos e evitar a propagação da doença”, completa Juliane Malta.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;













