Por Kleber Karpov
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou, na quinta-feira (25/Jun), a proposta de acordo de delação premiada apresentada pela defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), um dos investigados no caso envolvendo o Banco Master. No entendimento da PGR, a proposta de Costa não continha elementos novos para a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) e tampouco indicava valores a serem ressarcidos aos cofres públicos.
Costa foi preso preventivamente em 16 de abril, durante a deflagração da quarta fase da Operação Compliance, ação da PF que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master e a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as apurações, Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de uma propina no valor de R$ 146,5 milhões. O montante seria repassado ao ex-presidente do BRB por meio de imóveis. Acusaçõe sessas, negadas pela defesa do ex-gestor.
Motivos para a recusa do acordo
A principal justificativa da PGR para a rejeição do acordo foi a ausência de informações inéditas. Segundo o órgão, a defesa de Costa não apresentou fatos que já não fossem de conhecimento dos investigadores, o que invalida um dos principais requisitos para a celebração de uma colaboração premiada. Outro ponto determinante para a recusa foi a falta de detalhamento sobre a devolução de recursos. A proposta não especificou quais valores poderiam ser recuperados e devolvidos aos cofres públicos, um elemento considerado essencial pela PGR na negociação de acordos dessa natureza.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











