Março chega e traz com ele as doenças do aparelho respiratório

Em caso de sintomas, primeira providência é buscar uma UBS

Por Alline Martins

O outono está chegando – começa, oficialmente, em 20 de março – e com ele vem também o aumento da incidência de infecções do aparelho respiratório. Por isso, é preciso atenção dos pais para evitar gripes, bronquiolite e pneumonias.

“Alguns fatores favorecem a incidência dessas doenças nesta época do ano, como a diminuição da umidade relativa do ar, fazendo com que as partículas fiquem em suspensão, favorecendo a poluição ambiental. Além disto, as quedas bruscas de temperatura em um mesmo dia e a permanência das pessoas em lugares fechados por mais tempo favorecem a disseminação das infecções”, enumera a pneumopediatra Carmem Lívia Martins.

Para prevenir, ela aconselha que pessoas em faixas etárias extremas, como recém-nascidos, crianças de até cinco anos e idosos – as que têm maior chance de adoecimento – evitem locais com aglomerações e contato próximo com pessoas com doenças respiratórias agudas. “Outras medidas importantes são a lavagem das mãos e a atualização do cartão vacinal”, complementa a médica.

Sintomas

As doenças relacionadas ao aparelho respiratório apresentam sintomas como coriza, espirros, obstrução nasal, tosse, cansaço, chiado no peito, febre, dor de cabeça, lacrimejamento e, dependendo da gravidade, mal- estar geral, dor no corpo, dificuldade respiratória e lábios ou dedos arroxeados. “A principal forma de contaminação é por meio de secreções respiratórias ou por contato”, alerta Carmem Lívia.

Segundo a pneumopediatra, com o aparecimento dos sintomas, o primeiro local a se procurar é a Unidade Básica de Saúde mais próxima, onde o paciente será avaliado por um médico de família quanto à gravidade do quadro, receberá o diagnóstico e a prescrição do tratamento.

“Importante evitar a procura imediata pelo pronto-socorro, uma vez que a superlotação observada nas emergências pediátricas nesta época do ano aumenta ainda mais o risco de disseminação de doenças devido à aglomeração e contato com outras crianças doentes. A emergência só deve ser opção se houver risco à vida”, destaca a médica.

Quanto às maneiras de evitar transmissão das doenças, Carmem Lívia diz ser importante higienizar as mãos, fazer higiene nasal com soro fisiológico, limpeza e arejamento dos ambientes, além de aumentar a ingestão de água. Medicamentos somente se indicados por profissional médico.

Fonte: Agência Saúde DF

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