Lesões por pressão impactam saúde de pacientes com mobilidade reduzida

Condição exige mobilização constante e cuidados rigorosos com higiene para evitar complicações graves

Por Kleber Karpov

A ocorrência de lesões por pressão em pacientes acamados ou com restrição de movimentos desafia cuidadores e equipes de saúde no Distrito Federal nesta quinta-feira (25/Dez). O problema de saúde pública afeta a qualidade de vida ao gerar ferimentos profundos, dores e riscos de infecções graves. A condição decorre da força contínua exercida sobre a pele em ambientes hospitalares, residências e instituições de longa permanência.

A imobilidade prolongada aliada à fricção e umidade cria um terreno favorável ao surgimento das feridas. Indivíduos em cadeiras de rodas costumam apresentar lesões na região da pelve e dos glúteos. Pacientes acamados sofrem mais frequentemente com danos nas costas, calcanhares e quadris. Fatores como o envelhecimento e a presença de comorbidades elevam a vulnerabilidade do tecido cutâneo.

“É importante esclarecer que a ocorrência das lesões nem sempre está diretamente ligada à qualidade dos cuidados, especialmente quando todas as medidas de prevenção forem adotadas”, disse Ana Cássia Mendes Ferreira.

Estratégias de prevenção

A mudança frequente de posição deve ser a principal estratégia para aliviar a pressão nas áreas ósseas proeminentes. O uso de colchões de espuma de alta densidade ou viscoelástico auxilia na redistribuição do peso corporal. Profissionais recomendam a mobilização lenta e gradual em 25 de dezembro, respeitando a estabilidade clínica de cada indivíduo. A manutenção da pele limpa e hidratada deve reduzir as chances de rompimento tecidual.

A higienização correta e a troca regular de fraldas evitam o contato prolongado da pele com urina e fezes. A nutrição adequada e a hidratação constante garantem a integridade das camadas profundas da derme. Cuidadores e familiares devem observar diariamente os pontos de pressão para identificar sinais iniciais de inflamação. O suporte profissional às equipes de cuidado deve ocorrer para mitigar impactos na saúde mental dos envolvidos no processo.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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