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07 mar 2026 11:01

Fim da farra com dinheiro público: Secretaria de Economia suspende mandato classista irregular de diretor do SindSaúde-DF

Concedido indevidamente e com ônus ao GDF, após denúncia de PDNews em julho de 2023, GDF notificou entidade no final de 2023, ocasião em que Assembleia-Geral Extraordinária deliberou retorno de Alcione Pimentel Barros ao trabalho na SESD-DF

Por Kleber Karpov

O subsecretário de Gestão de Pessoas (Sugep) da Secretaria de Estado de Economia do DF (SEEDF), Ricardo Alexandre Trigueiro, publicou na Edição 88 do Diário Oficial do DF, desta quinta-feira (9 /Mai), a suspensão da licença para o desempenho de mandato classista, do diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF). Após efetivação, o Assistente em Gestão e Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal (GAPS), técnico em hemoterapia e hematologia, Alcione Pimentel Barros, retornou à lotação na Secretaria de Estado de Saúde do DF.

 

O caso chamou atenção, por ter ocorrido, retroativa a 13 de dezembro de 2023 e, ‘a pedido’ do próprio sindicalista, algo que chamou atenção. Porém, em apuração  de PDNews, foi possível identificar que retorno ocorreu após a Secretaria de Planejamento Orçamento e Administração do Distrito Federal (Seplad-DF) emitir Nota Técnica por identificar “equivoco do ato de concessão da licença para o desempenho de mandato classista do diretor Alcione Pimentel Barros, com ônus para o Governo do Distrito Federal”, quando tal ônus deveria ser do SindSaúde-DF. 

Sem querer assumir o ônus, o SindSaúde-DF realizou uma Assembleia-Geral Extraordinária (AGE)(12/Dez), ocasião em que deliberou, por unanimidade, por realizar a ‘devolução’, de Barros aos quadros da SES-DF. Concessão essa que estava a ser gozada, indevidamente pelo sindicalista e custeada pelo GDF, de acordo com a Ordem de Serviço da SEE-DF, conforme publicação do DODF desde 20 de janeiro de 2021

Fonte: SindSaúde-DF

Denúncia PDNews

O caso também chama atenção que tal descoberta ocorreu, após PDNews denunciar o caso em 27 de julho de 2023, na reportagem intitulada ‘SindSaúde se manifesta sobre o que classificou de “portaria dos horrores” e promete podcast “FireBox”, seja lá o que isso queira dizer‘. Na ocasião, o SindSaúde-DF poderia dispor, conforme prevê a Lei Complementar 840, que rege o Regime Jurídico Único (RJU) do funcionalismo público do DF, de apenas, de apenas dois servidores da SES-DF, para exercer mandato classista com ônus ao estado. À época o sindicato contava com apenas 3.282 sindicalizados.

No que tange a ilegalidade, a matéria tratou também do caso de Rodrigo Conde, alçado à condição de diretor da entidade, de forma ilegal, também denunciado ao PD, em 2016, ainda na gestão do ex-governador do DF, Rodrigo Rollemberg, via Seplad que concedeu licença a Conde, que a época, sequer era eleito diretor do Sindicato.

Lotado em UBS?

De volta ao caso de Barros, uma fonte de PDNews, que pediu sigilo de identidade, por medo de retaliação, questionou a lotação atribuída ao servidor da SES-DF, que em vez de ser lotado em um banco de sangue, dado a atribuição profissional, foi alocado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

“O Alcione Barros é técnico em laboratório hematologia e hemoterapia. Não poderia estar lotado em UBS pois outros servidores na mesma situação, do mesmo cargo foram retirados das UBS com o argumento que eles devem trabalhar em agências transfusionais [bancos de sangue].”, disse a servidora da SES-DF.

Fonte: SESDF

 

Assédio sexual

Além do revés de perder o mandato classista, Barros é investigado por denúncia à Polícia Civil, por prática de assédio moral e sexual, contra uma prestadora de serviço no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), unidade em que o sindicalista era lotado como diretor administrativo da unidade de saúde e acabou por ser exonerado em 24 de novembro de 2022, após a denúncia.

A trabalhadora denunciou o assédio em ocasião que foi pedir ajuda para transferir o avó  para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A denunciante apontou ainda que o então diretor do HRC, continuou a chamar a servidora para ir até sua sala; em dar carona à vítima além de enviar “um vídeo do ambiente e a chamava para ‘sextar’” ocasião em que a mulher decidiu procurar DEAM de Ceilândia e denunciou o caso.

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