Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, nesta terça-feira (23/Abr), a circulação do vírus influenza A (H3N2) subclado K na capital, após a morte de uma adolescente de 17 anos infectada com a variante. O óbito reforça a importância da campanha de vacinação contra a gripe, iniciada em 25 de março. Até o momento, mais de 100 mil pessoas foram imunizadas, mas a meta é alcançar 1,1 milhão de habitantes dos grupos prioritários.
Cenário epidemiológico no DF
Entre janeiro e 14 de abril de 2026, o Distrito Federal registrou 1.627 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O vírus influenza foi responsável por 67 dessas ocorrências. Outros agentes tiveram maior prevalência, como o rinovírus (537 casos), o metapneumovírus (303) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 199 casos. A covid-19 foi confirmada em 33 pacientes.
No mesmo período, foram computados seis óbitos relacionados à SRAG. Apenas um deles teve o vírus influenza como causa confirmada, enquanto nos outros cinco não foi possível identificar o agente causador. As autoridades de saúde também identificaram ao menos 175 casos de codetecção, quando múltiplos vírus são encontrados simultaneamente no mesmo paciente.
O monitoramento é realizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF). Até 15 de abril, análises de sequenciamento genético identificaram o subtipo H3N2, incluindo o subclado K, em 13 amostras de vírus influenza A.
Estratégias de imunização
A campanha de vacinação contra a influenza no DF é gratuita e direcionada a grupos considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde. A meta de 1,1 milhão de pessoas busca proteger a população contra casos graves e hospitalizações. O imunizante disponível este ano protege contra três variantes do vírus.
O público-alvo inclui crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e deficiências. Profissionais como professores, caminhoneiros e membros das forças de segurança, além de indígenas e quilombolas, também estão na lista de prioridades.
A SES-DF alerta para a importância da proteção contra outros vírus respiratórios. Gestantes a partir da 28ª semana devem se vacinar contra o VSR, principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. A imunização contra a covid-19 segue disponível para grupos específicos, como idosos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos.
Onde buscar atendimento
Para pacientes com sintomas gripais leves, a orientação é procurar uma das 183 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal. A rede oferece horários estendidos, com 66 unidades abertas aos sábados pela manhã e nove funcionando no período noturno durante a semana.
Em casos de sintomas graves, a recomendação é dirigir-se a uma das 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou aos hospitais da rede pública. Nestes locais, o atendimento é organizado por um protocolo de classificação de risco que determina a prioridade e o tempo de espera de cada paciente.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











