Por Kleber Karpov
Em agenda pública nesta quinta-feira (16/Abr), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), manifestou apoio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre o caso envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Questionada por jornalistas, poucas horas após a prisão pela PF do ex-presidente do Banco, Paulo Henrique Costa, a Leoa defendeu a responsabilização dos envolvidos, afirmou que a nova gestão da instituição financeira colabora com as apurações e ressaltou a distinção entre as ações de indivíduos e a solidez do governo como instituição.
Ao comentar o andamento das investigações e a prisão de Costa, Celina Leão enfatizou a necessidade de individualizar as condutas. A governadora afirmou que “o governo é uma instituição, cada um tem um CPF”, ao sinalizar que a responsabilidade por atos ilícitos deve recair sobre as pessoas que os cometeram, e não sobre a instituição governamental ou o banco.
“A gente tem tranquilidade. A nova gestão tem colaborado com todas as investigações e a gente acredita na Justiça. Aquelas pessoas que fizeram algo de errado vão ter que realmente pagar”, disse Celina Leão.
BRB é sólido e vítima na situação
A governadora fez uma defesa contundente da instituição, posicionando o BRB como “vítima de uma situação que aconteceu”. Ela reforçou a solidez do banco, citando seu valor de mercado e a base de clientes, que inclui mais de 30 mil contas de pessoa jurídica e quase 800 mil contas individuais.
“E é bom que se faça uma separação do que que é Mastery e do que que é BRB. O BRB é um banco sólido, o BRB tem uma história nessa cidade”, declarou, pedindo que a crise envolvendo o Banco Master não seja confundida com a saúde financeira do Banco de Brasília.
Defesa da integridade do banco e do mercado
Em coletiva à imprensa na quarta-feira (15 de abril), a governadora havia abordado a complexidade do caso. A gestora ratificou o empenha da gestão no processo de recuperação do BRB, lembrou que a instituição bancário é sólida e conta com ativos. Celina Leão destacou ainda a importância do sigilo em negociações financeiras para preservar a integridade de um banco e explicou a necessidade de cautela na divulgação de informações para proteger o mercado.
“Quando a gente fala de um banco e de movimentação financeira, você precisa de trazer sigilos, você precisa de preservar inclusive negociações que estão sendo feitas. Então você não pode a todo momento fazer uma coletiva, falar sobre as ações que o banco vai fazer.”, esclareceu Celina Leão.
A governadora pediu compreensão por parte da imprensa ao chamar atenção para as diferenças e dinâmicas do setor financeiro, se comparado a arena política. Isso no que tange aos riscos de comunicações imprecisas. De acordo com a Leoa, o mercado é sensível e notícias equivocadas podem gerar instabilidade e prejuízos significativos, como a desvalorização de ações.
“Tem informações que você não pode passar porque o mercado financeiro ele é diferente da questão política. O mercado financeiro, uma notícia errada que sai, você dispensa uma bolsa de valores.”, disse Celina Leão ao destacar a necessidade de se expor ao universo especulativo e comprometer negociações em andamento por parte do BRB.
Ações de recuperação e contexto político
A postura da governadora se alinha a uma série de ações proativas para solucionar a crise do Banco. Em 09 de abril, Celina Leão se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para apresentar os encaminhamentos para reverter os danos e restaurar a normalidade da instituição financeira.
No dia seguinte (10/Abr), Celina Leão anunciou o interesse de investidores na aquisição de ativos do BRB, oriundos do Banco Master, em uma operação estimada em R$ 15 bilhões. A movimentação é vista como uma estratégia para sanear eventuais prejuízos e neutralizar o uso político da crise por parte de opositores no cenário eleitoral do Distrito Federal.
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Celina Leão, BRB, Banco de Brasília, Polícia Federal, Gabriel Galípolo











