Por Kleber Karpov
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União de 20 de julho de 2026, o registro do medicamento Columvi (glofitamabe). Desenvolvido pelo laboratório Roche, o produto é destinado ao tratamento de um tipo de câncer que acomete o sistema linfático, o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), em pacientes adultos cuja doença retornou ou não respondeu aos tratamentos iniciais.
O Columvi, utilizado em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário. O produto biológico também é recomendado para aqueles sem condições clínicas elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT), procedimento que usa células do próprio paciente.
Em nota, a agência reguladora classificou o registro como uma inovação. “O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais”, informou o comunicado.
A doença e o novo tratamento
O linfoma difuso de grandes células B é um tipo de câncer hematológico agressivo e de crescimento rápido, sendo o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo. De acordo com a fabricante Roche, a estimativa é de que cerca de 4 mil pessoas recebam o diagnóstico da doença por ano no Brasil.
O tratamento com o medicamento tem aplicação intravenosa e pode ser administrado sem necessidade de internação do paciente. O protocolo da terapia tem duração fixa de aproximadamente 8,3 meses, com um total de 12 ciclos.
Resultados de estudo clínico
A aprovação foi embasada por um estudo clínico global publicado em novembro de 2024 na revista científica The Lancet. Segundo a Roche, a pesquisa demonstrou uma “redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo tradicional”.
A farmacêutica também destacou que 50,3% dos participantes que receberam o novo esquema alcançaram a remissão completa da doença, em contraste com 22% do grupo comparativo. O estudo apontou ainda uma “redução de 63% no risco de progressão” do câncer.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do PubliqueAI, plataforma para produção de textos jornalísticos com uso de Inteligência Artificial.










