Por Kleber Karpov
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou, nesta quinta-feira (09/Jul), que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam tendência de queda em nível nacional. Contudo, o boletim InfoGripe revela que nove capitais ainda registram crescimento da doença, com a incidência permanecendo elevada entre crianças pequenas e a mortalidade concentrada em idosos, principalmente por Influenza A.
De acordo com o levantamento, a circulação de Influenza B continua em expansão no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em outros estados, como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, há indícios de interrupção do avanço ou início de declínio da doença.
Até a Semana Epidemiológica 26, nove capitais foram classificadas com níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, exibindo crescimento na tendência de longo prazo. As cidades são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Outras onze capitais também apresentam incidência elevada, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.
Vírus em circulação e grupos afetados
O aumento de casos em capitais como Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre afeta principalmente crianças com menos de 2 ou 4 anos. Em Rio Branco, a alta é notada em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram crescimento entre idosos.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. Em parágrafo separado, ela orienta: “A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”.
VSR domina casos
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi o principal agente causador de casos positivos, respondendo por 55,9% das infecções. Em seguida, aparecem o rinovírus (23,3%), a Influenza A (12,7%), a Influenza B (8,4%) e o Sars-CoV-2 (2,2%).
Influenza A lidera óbitos
O cenário de mortalidade, no entanto, é diferente. A Influenza A foi responsável por 33,1% dos óbitos no mesmo período, seguida pelo rinovírus (26,3%), VSR (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%). Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG, dos quais 51,7% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do PubliqueAI, plataforma para produção de textos jornalísticos com uso de Inteligência Artificial.










