Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou, nesta quarta-feira (08/07), falta de previsão para ampliar a campanha de vacinação contra a gripe para toda a população. A decisão, que segue orientação do Ministério da Saúde (MS), ocorre devido à baixa cobertura vacinal entre os grupos prioritários e à necessidade de monitorar os estoques de imunizantes. A campanha na capital federal teve início em março de 2025.
Atualmente, a vacinação contra a gripe no DF está disponível apenas para grupos prioritários. A manutenção da estratégia, segundo a SES, é uma medida para garantir a imunização dos públicos mais vulneráveis.
Os grupos elegíveis para receber a vacina são:
- Crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias;
- Gestantes;
- Idosos a partir de 60 anos;
- Pessoas com deficiências ou doenças crônicas;
- Trabalhadores da área da saúde;
- Profissionais de áreas específicas.
A cobertura vacinal contra a Influenza para os grupos prioritários está em 41,7%, muito abaixo da meta de 90%, que corresponde a 1.183.796 pessoas. As gestantes apresentam a maior taxa de adesão, com 50,7%, seguidas pelos idosos (45,2%) e pelas crianças (32,8%).
“O Ministério da Saúde orienta a manutenção da vacinação dos grupos prioritários, em razão da baixa cobertura vacinal, além do monitoramento dos estoques e da reserva de doses para a vacinação de rotina de crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais”.
Posição do Ministério da Saúde
Questionado sobre a não liberação das doses para o público geral, o Ministério da Saúde informou que foram distribuídas mais de 860 mil doses da vacina no Distrito Federal, com cerca de 574 mil aplicadas. O órgão reforçou a orientação para que as pessoas dos grupos prioritários procurem os postos de saúde.
A situação atual contrasta com a campanha do ano anterior, quando a vacinação contra a Influenza foi ampliada para toda a população do DF a partir de seis meses de idade ainda no mês de maio.
O vírus influenza é uma das principais causas de óbitos por doenças respiratórias no país. A vacina, atualizada anualmente para proteger contra as cepas H1N1, H3N2 e B, pode reduzir o risco de hospitalizações em até 35% entre os grupos de alto risco, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do PubliqueAI, plataforma para produção de textos jornalísticos com uso de Inteligência Artificial.










