Por Kleber Karpov
Valentina Nobre Lima, de 11 anos, morreu neste domingo (05/Jul) em Brasília, após ficar internada por quase um mês em decorrência de picadas de escorpião. O acidente ocorreu em 11 de junho, quando a menina foi picada três vezes pelo animal, que estava escondido em seu tênis, na residência da família no Riacho Fundo I. A família alega que a gravidade do quadro foi potencializada por atrasos no atendimento da rede de saúde.
O acidente doméstico ocorreu enquanto Valentina se arrumava para ir à escola, no dia 11 de junho. Segundo relatou à família, ela sentiu três picadas do escorpião, que se encontrava dentro de seu tênis, antes de conseguir retirar o calçado. A menina morava com os pais no Riacho Fundo I.
A família de Valentina acredita que a evolução do quadro para um nível crítico se deu em razão de sucessivos atrasos e barreiras no atendimento do SAMU e da rede pública de saúde. Os familiares afirmam que perderam quase oito horas em deslocamentos entre unidades de saúde até conseguirem um leito de UTI e uma ambulância para a transferência da criança.
Desde o dia 12 de junho, Valentina estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital particular Santa Lúcia, em Brasília. Ela permaneceu intubada e em coma induzido até o seu falecimento, confirmado pela família neste domingo, 05 de julho.
Casos aumentam no DF
De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), os acidentes envolvendo escorpiões apresentaram um aumento em 2026. Neste ano, foram registrados 1.974 casos, dos quais 32 foram classificados como graves. O número representa um crescimento de 6,4% em comparação com os 1.855 incidentes notificados no mesmo período do ano anterior.
As regiões administrativas que concentraram o maior número de ocorrências neste ano foram Estrutural, São Sebastião e Planaltina. A secretaria aponta que a variação de casos pode estar relacionada a condições ambientais e climáticas que favorecem a proliferação dos animais.
Orientações e tratamento
O governo do Distrito Federal orienta a população a, em caso de picada de escorpião, lavar o local com água e sabão. Também é recomendado elevar a parte do corpo afetada para retardar a disseminação do veneno e procurar atendimento médico imediatamente. Se for possível e seguro, tirar uma foto do animal pode auxiliar no tratamento.
O uso do soro antiescorpiônico, no entanto, não é indicado para todos os pacientes. O tratamento é reservado para casos considerados graves, que geralmente envolvem crianças, idosos ou adultos com a saúde debilitada ou em estado de desnutrição.
O soro está disponível em diversos hospitais da rede pública do DF, incluindo o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Hospital Regional do Guará (HRGU), Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), Hospital da Região Leste (Paranoá), Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Hospital Regional do Gama (HRG), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Hospital Regional de Planaltina (HRPL), Hospital Regional de Sobradinho (HRS) e Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do PubliqueAI, plataforma para produção de textos jornalísticos com uso de Inteligência Artificial.










