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20 jan 2026 08:52

DF deve levar inovações em sustentabilidade para painel da COP30

Experiências do Distrito Federal em reflorestamento economia circular e tecnologia contra crimes ambientais

Por Kleber Karpov

A delegação do Distrito Federal (DF), chefiada pelo secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, e com a presença da vice-governadora Celina Leão, deve apresentar as experiências inovadoras em gestão territorial, sociobiodiversidade e economia verde (11/Nov). O evento ocorreu durante um painel na Casa da Biodiversidade e Clima, no âmbito da Conferência do Clima (COP30), com o objetivo de demonstrar como a capital do país deve enfrentar os desafios das mudanças climáticas por meio de iniciativas focadas em reflorestamento, economia circular, saúde preventiva e tecnologia contra crimes ambientais.

Em painel que Gutemberg Gomes liderou e que Renato Santana, subsecretário, moderou, a delegação revelou um conjunto de iniciativas. O rol de ações deve colocar o Distrito Federal em uma posição de vanguarda nas políticas ambientais brasileiras.

A vice-governadora Celina Leão declarou que o Distrito Federal deve mostrar ao Brasil e ao mundo que a sustentabilidade se pode aliar à inovação e à inclusão social, em uma política ambiental consistente. A vice-governadora Celina Leão completou: “A COP é espaço de compromisso real com o planeta, e o DF está assumindo esse protagonismo com responsabilidade e resultados concretos”.

O secretário Gutemberg Gomes iniciou as apresentações ao destacar os avanços na modernização da gestão ambiental. Conforme explicou, o governo deve utilizar as tecnologias de ponta e os instrumentos integrados de planejamento para fortalecer a governança ambiental do DF. As estratégias apresentadas incluem políticas de prevenção de desastres e conservação do solo. Além disso, a pasta deve apoiar projetos robustos de reflorestamento que já demonstram resultados concretos na recuperação de áreas degradadas.

Tecnologia

O servidor da Secretaria do Meio Ambiente Rogério Silva apresentou o Sistema de Informações Ambientais (Sisdia). A plataforma deve modernizar a gestão territorial no Distrito Federal e se consolidar como uma ferramenta essencial.

Esta ferramenta inovadora deve permitir o planejamento sustentável e a tomada de decisões com base em dados concretos. O sistema também integra as informações sobre uso e ocupação do solo com estratégias para reduzir as vulnerabilidades climáticas. “Não se trata apenas de normas, mas de uma visão integrada que considera os impactos climáticos em cada decisão sobre o território”, detalhou Silva.

Em complemento, Cristiano Cunha, representante da rede Brasil Mais Meio Ambiente Integrado e Seguro, em parceria com a Polícia Federal, apresentou uma plataforma de monitoramento. O sistema intuitivo oferece monitoramento em tempo real para combater o desmatamento e o crime organizado ambiental. A ferramenta deve gerar dados estratégicos para fortalecer a fiscalização e a proteção dos biomas brasileiros.

Proteção do cerrado

Em relação à proteção ambiental, o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou diversas conquistas. A capital federal conta, por exemplo, com 82 unidades de conservação, incluindo o estratégico complexo de Águas Emendadas. Esta é uma nascente com duas vertentes que funciona como unidade de proteção integral.

Com mais de 90% de área protegida no território, a capital abriga a rica fauna e flora do Cerrado, incluindo as abelhas nativas sem ferrão. Estes insetos são objeto de estudos aprofundados do instituto. Nemer ressaltou que o DF não possui racionamento de água na área urbana. Também mencionou que a área queimada deve ser reduzida em mais de 60%.

Além disso, o representante do Brasília Ambiental informou sobre a contratação de 150 brigadistas e a implantação de estações de qualidade do ar. Entre as inovações, destacam-se a criação do Hospital da Fauna Silvestre (Hfaus) e o programa Parque Educador. Por meio deste programa, estudantes se podem deslocar às unidades de conservação com professores cedidos pela Secretaria de Educação. A ação deve promover a conscientização ambiental por meio das crianças.

O órgão também deve licenciar a Usina de Hidrogênio Verde. Esta medida deve posicionar o Distrito Federal na vanguarda das energias renováveis.

Marcos Trajano, que é representante da Secretaria de Saúde do DF, apresentou dados sobre as doenças derivadas de incêndios e microplásticos. Também foram abordados os impactos das mudanças climáticas na saúde. “A Secretaria de Saúde se reconhece como fator importante na conservação ambiental e se compromete transversalmente com os órgãos ambientais na preservação do Cerrado”, afirmou Trajano.

A pauta do governo local inclui o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à agricultura biodinâmica e à recuperação produtiva do Cerrado. O projeto dos Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos representa um modelo de saúde que está comprometido com a participação social. Ele deve aliar as práticas biodinâmicas, os saberes tradicionais e a inovação tecnológica para fortalecer a saúde preventiva na comunidade.

Glauco Amorim, gestor de políticas públicas da Sema, apresentou os avanços alcançados na política de resíduos sólidos. O Distrito Federal possui a maior cooperativa de catadores da América Latina. O trabalho deve gerar valor econômico e renda para mais de 1.500 catadores que são remunerados pelo governo. “É possível unir a eficiência na gestão de resíduos, composição de renda e sustentabilidade”, concluiu Amorim.

A engenheira ambiental e fundadora do Ecograna, Dahiana Ribeiro, complementou o painel ao apresentar a startup que deve revolucionar a reciclagem no DF. A iniciativa, que começou com trabalho voluntário, hoje opera por meio de microfranquias e oferece o pagamento imediato via Pix pela entrega dos resíduos recicláveis. “Transformamos a reciclagem em oportunidade de negócio e conscientização”, declarou Dahiana.

O painel do Distrito Federal na COP30 deve consolidar a capital como uma referência em políticas ambientais integradas. As experiências apresentadas demonstram que gestão territorial eficiente, conservação da biodiversidade, saúde pública comprometida com o meio ambiente e economia circular devem ser realidades em construção no coração do Brasil.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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