Brasil registra 15.633 mortes por Covid-19. Aumento de quase 50% em uma semana

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País chega na 4a posição no ranking mundial em número de casos confirmados

Por Kleber Karpov

Dados do Ministério da Saúde (MS), deste sábado (16/Mai), apontam um total de 233.142 casos por coronavírus (Covid-19), além de contabilizar 15.633 óbitos pela Covid-19 em todo país. Nas últimas 24 horas, o MS aponta o registro de 14.919 casos e 816 mortes.

Em relação ao mundo, o Brasil alcançou a 4a posição de casos confirmados, no ranking mundial, de acordo com o Center for Systems Science and Engineering (CSEE) da Johns Hopkins University (JHU). O país fica apenas atrás dos Estados Unidos com 1.466.682 pessoas contaminadas, seguida de Russia (272.403) e Reino Unido (241.461).

Um dos motivos é que, em apenas uma semana, o Brasil passou de 10.627 óbitos para 15.633 mortes, um crescimento de 47,10% no número de falecimentos de pessoas infeccionadas por Covid-19.

Brasil

No país, a região sudeste, predomina nos números de casos com 93.853 (40,25%) de todo Brasil. Somente o estado de São Paulo (SP), maior centro metropolitano no páis, concentra 61.183 casos confirmados com 4.688 óbitos registrados.

Vale observar que em número de óbitos, SP, já supera a China, país que originou a pandemia do coronavírus. De acordo com o CSEE/JHU, neste sábado (16/Mai), a nação chinesa contabilizou 4.637 mortos e 84.038 pessoas contaminadas pela Covid-19.

Imposição

Na sexta-feira (15/Mai), Nelson Teich, então ministro de Saúde, pediu exoneração do cargo. O motivo, a tentativa do presidente, Jair Bolsonaro, de impor a flexibilização do isolamento social, além da introdução de prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina, as pessoas, nos primeiros dias de contaminação pelo coronavírus.

Iniciativas essas, que tanto Teich, quando o ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, se negaram a impor tais protocolos no MS. Por falta da eficiência cientificamente comprovada e pelos efeitos colaterais, graves, que a cloroquina e o hidroxicloroquina podem causar, se mal administradas.

Com o pedido de exoneração de Teich, Bolsonaro ordenou ao ministro interino, o general, Eduardo Pazzuelo, paraquedista por formação, que deve instituir tais protocolos no MS, a ser adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O MS deve finalizar tais orientações com objetivo de iniciar o tratamento antes do agravamento da doença pela Covid-19, considerados casos leves, para reduzir a utilização de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).