Celina Leão ‘entra na briga’ e deve denunciar gestores do hospital de Taguatinga, no caso de Diogo Sampaio, por arbitrariedades

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Enfermeiro foi transferido por abordar problemas e pedir melhoria de atendimento aos pacientes do HRT

Por Kleber Karpov

A deputada distrital, Celina Leão (PPS) deve denunciar as arbitrariedades e práticas de assédio moral, por gestores do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), contra o enfermeiro Diego Sampaio Gomes Natividade. O profissional de saúde, após pedir melhor atendimento aos pacientes foi transferido, contra vontade e sem aviso prévio, do Pronto Socorro (PS) do HRT. A parlamentar explicou que foi acionada por servidores da Saúde sobre o problema.

Após ler matérias sobre o caso, publicadas, em contato com Política Distrital (PD), a parlamentar informou (21/Jan), que fez requerimento à Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF) para obter informações sobre os motivos da transferência. Celina Leão também afirmou que pretende representar contra a SES-DF, por prática de assédio moral, junto aos ministérios públicos do Trabalho (MPT), do DF e Territórios (MPDFT) e de Contas do DF (MPC-DF).

“Nós vivemos em uma democracia em que o servidor público tem o dever de alertar os gestores sobre as dificuldades que estão sofrendo. A forma arbitrária de tratar os servidores porque eles falam sobre as mazelas que acontecem na Saúde, não é correto por parte do GDF.”.

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Celina Leão observou ainda que se o fato aconteceu, durante uma reunião de trabalho, os gestores deveriam receber tais informações, em relação aos problemas, de forma natural, em vez de agir com arbitrariedade contra o servidor.

“Em uma reunião de trabalho é comum as pessoas abordarem pontos positivos e negativos, se falar de problemas e de soluções. É por isso que que a Saúde do DF está da forma que está. Você sequer pode abordar os problemas da unidade em que trabalha que é remanejado.”, concluiu.

Entenda o caso

Servidores fazem manifestação no HRT para tentar impedir a remoção de Diego Sampaio do Pronto Socorro. Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

O caso ocorreu após Diego Sampaio sofrer retaliação, por parte da gestão, por pedir, durante uma reunião, melhorias no atendimento aos pacientes e nas condições de trabalho aos servidores.

Ao tomar conhecimento da remoção arbitrária, profissionais de saúde entre médicos, enfermeiros e técnicos chegaram a coletar cerca de  200 assinaturas, em que pediram a manutenção do trabalhador no Pronto Socorro, documento esse, ignorado pelas gestoras da unidade.

A SES-DF alegue a prerrogativa de a gerência de enfermagem efetuar a transferência sob a justificativa que o Centro Cirúrgico do HRT tinha demanda de profissional. Porém, o caso chama atenção pois a chefia de enfermagem, além de discordar, textualmente, do remanejamento, também faz questão de deixar claro que eventual transferência de Diego Sampaio, deveria desfalcar a equipe do Pronto Socorro daquele hospital.

Os servidores realizaram uma mobilização em defesa de Diego Sampaio (19/Jan). Em resposta, a direção do HRT ignorou os apelos e efetivou a transferência do enfermeiro do Pronto Socorro para o Centro Cirúrgico.

Confira a manifestação

Atualização: 21/1/18 às 21h11