Rollemberg e a sua “pátria educadora”

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Talvez pela sensação de “fundo do poço” em que se encontra a saúde pública do DF, outra pasta igualmente importante, e abandonada, tenha caído no esquecimento de parte de nossa imprensa e da população: a educação pública local.

Igualmente, talvez, seguindo as ações do governo de Dilma Rousseff para a área da educação, com cortes profundos em programas vitais para o setor como o FIES, além da não confirmação até agora para a manutenção do mais importante programa de intercambio brasileiro para o próximo ano, o Programa Ciências Sem Fronteiras, todos por excessos de gastos em outras áreas obrigando remanejamentos e cortes nos orçamentos, o Governo de Brasília e seus gestores da educação suspenderam o pagamento do Cartão Material Escolar, (programa inédito no resto do país quando lançado aqui em 2013, por Agnelo Querioz) deste ano, e cerca de 130 mil alunos não receberão os R$ 80,00 reais prometidos para a compra de cadernos e lápis. O GDF alega que os recursos foram repassados diretamente para as escolas.

Logo no início do ano o governo de Rollemberg reduziu o valor pago pelo cartão de R$ 242,00 reais para R$ 80,00 reais. A Secretaria de Educação afirma que os pais só receberão os valores no ano que vem, por conta da aprovação apenas no mês passado na CLDF do projeto que regulamenta as ações. E que ainda não teve tempo de fazer um levantamento para saber quem teria direito ou não aos recursos e confeccionar os cartões. Será? E como eram pagos esses valores antes? Não teve algum “pensador” ou “intelectual” capaz de detectar o problema em tempo para ser resolvido nos gabinetes ar refrigerados da SEEDF?

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Em recente entrevista a um canal de TV local, o titular da educação, Júlio Gregório, informou que o PDAF (programa de descentralização administrativo e financeira) recebrá os R$ 10 milhões deste ano que deveriam ser usados nos cartões, para a manutenção de escolas e dos projetos pedagógicos. “Uma vez que os pais dos alunos já receberam livro didático e uniforme nessa altura do ano esse recurso para compra de caderno e lápis já deve ter sido equacionado”. Mas não falou da crise financeira no governo e nem na redução do valor do cartão, algo de fácil confirmação no comércio que atende aos pais dos estudantes, em que os empresários estão vendendo fiado na confiança de que os pais em breve recebessem o dinheiro do cartão escolar, enquanto pilhas de débitos se acumulam nos pequenos comércios.

Mais uma ação do governo local “em sintonia” com a falta de sintonias do governo federal. Não custa lembrar, desde já, que muito provavelmente em breve ouviremos denúncias de desvios desses recursos que deveriam ser aplicados no cartão escolar. Depois, tem quem não goste quando dizem que PT e PSB é tudo a ver.

E salve as nossas pátrias educadoras, e viva o governo que insiste em pegar no tranco, mas que fica apenas “rateando” em inaugurações de obras do governo anterior.

F0nte: Blog do Professor Chico

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