Operação Patrick: Tribunal aceita recurso do MPDFT e réus vão responder por lavagem de dinheiro

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Ministério Público ajuizou três denúncias contra 29 envolvidos em esquema criminoso de pirâmide financeira com uso da moeda virtual Kriptacoin

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF aceitou recurso do Ministério Público para que quatro denunciados na Operação Patrick respondam também por lavagem de dinheiro. Ao todo, a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) ajuizou três denúncias contra os envolvidos de participação no esquema que explorava a moeda virtual fictícia Kriptacoin para enganar investidores. Clique aqui para ler o documento.

A primeira condenação saiu em abril de 2018, referente à denúncia ajuizada em setembro de 2017. Os réus foram condenados por crime contra a economia popular, ocultação de bens, falsidade ideológica e organização criminosa. As penas variaram de 3 a 11 anos de prisão. Duas outras denúncias foram ajuizadas em 2018. Uma delas foi aceita parcialmente pela 8ª Vara Criminal de Brasília, que não considerou o crime de lavagem de dinheiro.

Na segunda denúncia, novas pessoas foram incluídas no grupo criminoso, como a esposa de um dos réus e moradores de outras unidades da Federação. Na terceira ação, 11 envolvidos no esquema foram denunciados por pirâmide financeira.

Leilão

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Os carros de luxo apreendidos na Operação Patrick vão a leilão para ressarcir as vítimas do grupo criminoso. São 16 veículos de marcas como Ferrari, BMW, Porsche, Mercedes-Benz, Audi e Land Rover. O lance mínimo varia de R$ 35 mil a R$ 750 mil. O leiloeiro judicial do Tribunal do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) anunciou os carros em um site especializado. Os leilões estão marcados para 28 de março e 2 de abril.

Uma aeronave e um helicóptero também foram apreendidos na Operação Patrick, mas não vão a leilão porque um acordo do Ministério Público com os proprietários permitiu a recuperação de R$ 1,5 milhão, referente ao pagamento parcial desses bens pelos réus. Todo o dinheiro arrecadado, tanto na venda dos bens como nos leilões, será utilizado para ressarcir as vítimas do grupo criminoso.

Processos

2017011029733-8

2018011008894-2

2018011008898-3

Fonte: MPDFT