Peritos da PF comprovam fragilidade das urnas eletrônicas

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No último dia 30 de novembro, a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal, atendendo uma solicitação do deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), realizou audiência pública na qual foi apresentado relatório da auditoria especial no sistema eleitoral 2014 realizada pelo Comitê Multidisciplinar Independente e pelo Instituto Brasileiro de Peritos.

A auditoria mostrou que não é possível dizer se há segurança no sistema de apuração de votos no Brasil, pois, segundo os auditores independentes, não há condições plenas de auditá-la por causa de restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não compareceu na audiência.

No mesmo dia em que acontecia a audiência pública na Câmara Federal, o TSE organizava uma série de testes de segurança das urnas eletrônicas. E os resultados foram desastrosos.

Um grupo de especialistas que participaram do quarto teste de segurança das urnas conseguiram invadir o sistema e detectar diversas falhas.

O grupo composto pelos peritos da Polícia Federal Ivo de Carvalho Peixinho, Fábio Sicoli e Paulo Cesar Hermann conseguiu “extrair a chave secreta usada para proteger as mídias das urnas eletrônicas”, usando “engenharia reserva”.

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Outro grupo formado pelo professor Diego Aranha, Pedro Yóssis e Thiago Cardoso conseguiu identificar uma biblioteca sem assinatura digital e alterar o seu log, ou seja, onde são registradas os eventos da urna eletrônica. Os peritos conseguiram, inclusive, acoplar um teclado à urna e emitir comando a partir daí. O TSE admitiu o erro e prometeu corrigir

Parlamentares voltaram a defender o voto impresso nas eleições de 2018

Deputados e senadores solicitaram ao relator-geral da proposta orçamentária de 2018, deputado Cacá Leão (PP-BA), que indique recursos para a compra de impressoras que vão imprimir os votos nas eleições gerais do próximo ano. A sugestão é de que Leão incorpore R$ 250 milhões no Orçamento da Justiça Eleitoral.

O voto impresso foi determinado pela Lei 13.165/2015 para valer nas eleições de 2018.

O deputado Domingos Sávio (PSDB/MG) lembrou que a então presidente Dilma Rousseff chegou a vetar o dispositivo da lei que previa a impressão dos votos, mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional com os votos de 368 deputados e 56 senadores.

O deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), autor da audiência pública que debateu o tema, disse que já está mais do que provado que as urnas eletrônicas são passíveis de fraudes. “O voto impresso é o dispositivo que pode dar mais transparência e facilita qualquer auditoria, caso seja necessária”, emendou Izalci.

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