Se depender dos Sindicatos Agnelo pode ir até para a cadeia

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E recomeçam as ondas de paralisações dos servidores do GDF, por falta de pagamentos dos servidores públicos do DF. Outras ações podem ser tomadas contra o governador e os secretários responsáveis por garantir os salários do funcionalismo público.

Na manhã de hoje (22/Dez), cerca de 2 mil pessoas entre professores na ativa e aposentados, servidores de assistência à educação e funcionários terceirizados entraram novamente em greve e se concentraram em frente ao Palácio do Buriti. Após reunião com o Secretário de Estado de Administração Pública, Wilmar Lacerda, que prometeu que o pagamento seria creditado a zero hora de hoje (23/Dez), os manifestantes resolveram ‘pagar para ver’.

Mais reservado, sem fazer alarde, está do Sindicato dos Médicos do DF (SindMédicos), que tem participado de discussões com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre a crise da saúde do DF. E segundo Dr. Guttemberg Fialho, acionou o GDF na Justiça e espera parecer do juiz em relação aos atrasos. Fialho observa ainda que publicou comunicado que assim como o Sindate-DF, desobriga os médicos a cumprirem horas-extras.

Já a diretoria do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF), foi jogou duro com Agnelo e Cia. Protocolou ofício na tarde dessa segunda-feira (22/Dez) junto à Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). No documento o Sindicato exige o pagamento imediato dos valores atrasados dos servidores e ameaça denunciar criminalmente os responsáveis pelo não pagamento dos servidores, por apropriação indébita.

O crime a que o Sindate se refere é previsto no Código Penal Brasileiro. Se aceito a denúncia criminal, o governador Agnelo Queiroz (PT) e os secretários da Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF), da SEAP-DF e ainda o Secretário da Fazenda do DF, (SEFAZ-DF),  envolvidos diretamente com a liberação dos valores devidos podem pegar de um a quatro anos de prisão além de multa. O Sindate-DF publicou ainda comunicado à categoria desobrigando o cumprimento de horas-extras nas unidades de saúde.

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Mas nem todos os sindicatos estão tão preocupados assim com seus representados. Esse é o caso do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde), que representa servidores de nível médio e fundamental. Isso porque na semana em que conseguiu garantir o pagamento dos servidores, a direção do Sindicato anunciou nova assembleia apenas para o dia 6 de janeiro. O Sindicato entrou em recesso de quase um mês.

Será que a diretoria do SindSaúde se esqueceu que os servidores poderão ficar sem recursos para a diversão do final de ano? Depois de um reajuste na mensalidade que já era a maior do DF, os servidores, representados por essa entidade, devem estar realmente felizes.

Assim como o SindSaúde, o Sindicato dos Enfermeiros (SEDF) também apenas anunciou recesso durante o período de 22 de Dezembro a 4 de Janeiro. O pessoal da Segurança, único a receber em dia (7/Dez), no fracionamento dos pagamentos efetuado pelo GDF, ao que tudo indica está tudo certinho. Não por um acaso, afinal os salários do pessoal da segurança é pago integralmente pela União, por meio do Fundo Constitucional do DF (FCDF) e embora talvez não consiga escapar, minimizar a possiblidade de cair em improbidade administrativa, para Agnelo, não seria uma boa com tantas complicações que deve ter pela frente.

Agora a pergunta que não quer calar é o que tramaria o sindicato dos secretários, administradores e comissionados do GDF? Será que se mobilizariam em frente ao Buriti? Não caberia em toda extensão do Eixo Monumental.

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