Servidores denunciam falta de médicos no Hospital Regional da Asa Norte

Por falta de regularidade em escalas dezenas de pacientes ficam sem prescrições de medicamentos

Por Kleber Karpov

Quem olhar a foto de ala do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), certamente deve imaginar se tratar de área de atendimento ambulatorial, em fim de semana. Mas, na prática se trata do Pronto Socorro de clínica médica da unidade. Segundo um servidor da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), que procurou Política Distrital (PD) para denunciar  o caso e pede sigilo sobre a identidade, o problema é a constante falta de médicos para atender os usuários.

“Não é atoa que os corredores do pronto socorro do HRAN estão vazios. É a falta de médico constantemente mesmo. Depois de aposentadorias de alguns médicos e licenças médicas há mais de 2 anos não se tem uma equipe de médicos para atendimento no pronto socorro de clínica médica do HRAN.”, afirmou.

Ainda de acordo com o servidor, há precariedade de médicos para realizarem atendimento, devido aos constantes ‘furos’ nas escalas médicas, criam outro cenário mais preocupante, dezenas de pacientes internados no HRAN, chegam a ficar por dias seguidos, sem receberem prescrições médicas.

“Nas alas onde são internados pacientes, provenientes de atendimento precário do Pronto Socorro, onde quando tem médico pela manhã, não tem a tarde, nem de noite, isso quando não passam o dia todo sem atendimento pois as vezes só acontece a noite. Mais de 70, 80 pacientes internados ficam vários dias sem prescrição médica. Tudo por falta de médicos para passar visitas e fazer prescrições médicas no dia-a-dia. Absurdo total. A Saúde pede socorro. E tudo isso com gestores recebendo seus altos salários e não resolvem nada só ocupam cargos para dar entrevistas. E recebem seus salários mais cargos comissionados.”, desabafou.

Outras unidades

PD conversou com o presidente do Sindicato dos Médicos do DF (SINDMÉDICO-DF), Gutemberg Fialho, que confirmou a existência do problema. Mas, segundo Fialho, a falta de médicos não é uma prerrogativa do HRAN, pois ocorrem também em outras unidades. “Estivemos recentemente Hospital da Ceilândia, e lá não está diferente.”, disse ao criticar a gestão da Saúde do DF.

“Infelizmente, essa realidade temos visto em vários hospitais do DF e no que depender da gestão da Saúde, enquanto esse governo tiver como única prioridade tentar colocar  Organizações Sociais para pagar campanha eleitoral, a Saúde do DF estará condenada. Temos um secretário de Saúde que não tem noção do que está fazendo e a única solução que apresentou, além das OSs é um projeto de transformar os médicos especialistas que atuam na rede, em generalistas, para atender em um projeto sem noção, na atenção básica. Não há prioridades definidas para a atenção secundária, terciária e quaternária. As emergências estão abandonadas à própria sorte, falta planejamento. Na outra ponta temos os médicos desmotivamos com o que está acontecendo. É isso que estamos assistindo. É o retrato de uma política equivocada e meramente eleitoreira por parte do governador Rodrigo Rollemberg.”, disparou.

O que diz a SES?

PD entrou em contato com a SES-DF, que por meio da Assessoria de Comunicação explicou que a direção do HRAN apontou um dimensionamento das equipes, que ocasionou em lentidão nos atendimentos de emergência.

“A direção do Hospital Regional da Asa Norte informa que trabalha, desde a última semana, no dimensionamento de servidores de clínica médica para melhorar o atendimento na emergência. O HRAN está readequando o número de servidores à necessidade de atendimento diário no pronto-socorro e internação na enfermaria. Isso acarretou na lentidão nos atendimentos de emergência, uma vez que os pacientes internados têm prioridade no atendimento, por conta da necessidade de prescrição médica.”

Ainda segundo a SES-DF, “a partir de agora, os médicos da emergência e responsáveis serão divididos nas escalas, justamente para evitar lentidão no atendimento.”, e que “os profissionais continuarão atendendo sob classificação de risco.”.

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