Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde (SES-DF) incorporou o uso de drones como reforço estratégico nas ações de controle de arboviroses em diversas regiões administrativas do Distrito Federal (23/Jan). O Secretário de Saúde autorizou a utilização dos equipamentos para realizar o mapeamento aéreo de focos e a aplicação de inseticidas em criadouros inacessíveis por terra. A medida busca reduzir a incidência de dengue, Zika e chikungunya através da identificação precisa de recipientes com potencial de reprodução do mosquito.
Os dispositivos operam em duas frentes distintas para otimizar o trabalho das equipes de vigilância. Na primeira fase, as aeronaves captam milhares de fotografias de alta resolução para criar panoramas detalhados das áreas mais afetadas, conhecidos como ortofotos. Esse material permite que os biólogos analisem o território e identifiquem recipientes acumuladores de água com alta precisão.
Em uma segunda etapa, os drones realizam o tratamento direto da água parada com larvicida. O equipamento sobrevoa o imóvel alvo e libera o produto envolto em um invólucro solúvel, garantindo que o veneno atinja o volume exato do recipiente identificado. Essa função técnica resolve o gargalo de imóveis fechados ou locais com obstáculos físicos que impedem a entrada dos agentes de vigilância ambiental.

Planejamento
A utilização da tecnologia não ocorre de forma aleatória e segue critérios técnicos rigorosos estabelecidos pela Vigilância Ambiental. A equipe técnica prioriza localidades que apresentam altos índices de infestação e incidência de doenças, baseando-se em dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O uso de ovitrampas, armadilhas que recolhem ovos do mosquito, também serve como balizador para o envio das aeronaves.
Além do reforço tecnológico, a SES-DF mantém outras frentes de atuação simultâneas no combate ao vetor. Entre as medidas destacam-se a instalação de estações disseminadoras de larvicidas e a soltura de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, que deve impedir a transmissão viral. O planejamento estratégico prevê que os dados coletados pelos drones orientem as visitas presenciais dos agentes nas zonas consideradas mais críticas.

Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











