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22 abr 2026 21:10

Reguffe rompe silêncio e critica medidas tomadas pelo GDF

O senador Reguffe (sem partido-DF) afirmou nesta segunda-feira (6) que o Distrito Federal atravessa um período de crise e lamentou que o governo de Rodrigo Rollemberg tenha tomado decisões “absurdas” para enfrentar esse cenário.

O racionamento de água iniciado no Distrito Federal no mês de janeiro é um exemplo de como o governo lida com a questão da falta de chuvas e o desabastecimento, disse Reguffe. O senador lembrou que o atual governo e os anteriores nada fizeram para divulgar para a sociedade uma lei, originada de um projeto dele, que dá desconto na conta de água para quem reduzir o consumo em determinado mês, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

Se isso tivesse sido feito, acredita Reguffe, talvez fosse menor o problema de falta de água no Distrito Federal.

— De 2009 para cá, nenhum governo fez campanha educativa. Nem esse, que eu ajudei a eleger. Então isso está errado. Não dá só para remediar. Tem que fazer prevenção. É um assunto grave. Água é um recurso natural finito. E a lei é de 2009. Parece que eu estava antecipando tudo o que o Distrito Federal está vivendo hoje. Mas ninguém faz nada, não faz nenhuma campanha educativa. A população não conhece a lei. E agora é racionamento, racionamento de água na capital federal.

Transportes

Reguffe também criticou o aumento do valor das passagens de ônibus e metrô no Distrito Federal. As empresas de ônibus têm lucros cada vez maiores, disse o senador, sublinhando que o reajuste penaliza a população mais pobre e dificulta até mesmo a geração de emprego, pois o custo do transporte pode pesar na decisão de empresários na hora de contratar.

Diante disso, o senador sugeriu que o governo casse as concessões das empresas que não queiram continuar a prestar o serviço de transporte com o preço da passagem sem reajuste.

“Nota Legal”

Outra crítica de Reguffe ao governo de Rollemberg é em relação ao programa que destina, em forma de crédito aos contribuintes, parte do ICMS e do ISS recolhido pelo Distrito Federal. O programa Nota Legal estimula o pedido de emissão de notas fiscais em compras de produtos e serviços, aumentando a arrecadação, explicou o senador. Só que o governo reduziu, de 20% para 30%, o montante arrecadado a ser distribuído aos contribuintes, lamentou Reguffe.

Fonte: Agência Senado

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