Por Kleber Karpov
O Banco de Brasília (BRB) comunicou, na sexta-feira (17/Jul), o encerramento das negociações com a gestora Quadra Capital para a criação de um fundo de investimentos de R$ 15 bilhões. Anunciada em abril deste ano, a operação visava transferir ativos originados no Banco Master para o novo fundo, mas foi cancelada devido a “divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo banco para a operação”.
O acordo previa a transferência de R$ 15 bilhões em ativos para um fundo que seria gerido pela Quadra Capital. A transação incluía um pagamento à vista ao BRB, estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, que, segundo a instituição do Distrito Federal, não foi efetivado. O restante do valor, entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, seria proveniente de cotas do próprio fundo e da posterior monetização dos ativos.
A Quadra Capital, fundada em 2016 e comandada por Nilto Calixto Silva, ex-Credit Suisse, administra atualmente 39 fundos que somam R$ 9 bilhões em ativos, de acordo com dados da Comdinheiro/Nelogica. Conforme divulgado pela Folha de S. Paulo na época, o BRB seria o maior cotista do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc), que já possuía o compromisso de mais de cem outros investidores para a aquisição das cotas restantes.
Crise e prazo regulatório
O encerramento das tratativas ocorre em um momento delicado para o BRB, que enfrenta uma crise desde a aquisição de carteiras consideradas fraudulentas do Banco Master, de Daniel Vorcaro. A instituição completou um ano sem divulgar seus resultados financeiros, mantendo os relatórios operacionais represados e ocultando a real dimensão das perdas decorrentes das operações.
Agora, o banco se aproxima de um prazo crucial estabelecido pelo Banco Central. Em 6 de fevereiro, o BRB apresentou um plano de ação para recomposição de capital a ser implementado em 180 dias, com data limite em 5 de agosto. Com o fim do acordo, o BRB informou que irá “conduzir diretamente o processo de gestão e recolocação desses ativos no mercado”.
Posicionamento oficial do banco
Em nota, o banco afirmou que a decisão de gerir os ativos diretamente reforça sua prudência e compromisso com acionistas e clientes. Apesar do cenário adverso, o BRB assegurou no comunicado que “segue sólido, com adequada posição de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios”.
A instituição também buscou tranquilizar o mercado e seus clientes:
“Clientes e mercado podem manter sua confiança na instituição, que permanece focada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança de suas operações e na prestação de serviços com excelência.”
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;














