Coleta cresce em 2026, mas ainda fica abaixo da meta mensal de 2 mil litros, aponta Secretaria de Saúde
Por Kleber Karpov
Um total de 4.089 recém-nascidos foram beneficiados com doações de leite humano no Distrito Federal entre janeiro e março deste ano (22/Abr), segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF). Embora o número de bebês atendidos e o volume de leite coletado tenham registrado um leve aumento em comparação ao mesmo período de 2025, os estoques continuam abaixo da meta necessária para atender a demanda de prematuros e crianças internadas na rede pública.
De acordo com a coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno da pasta, Graça Cruz, a meta mensal de coleta é de 2 mil litros. Contudo, o volume registrado em março foi de apenas 1,7 mil litros, um número que reflete uma queda acentuada observada desde novembro, período que coincide com as férias de fim de ano.
“A prioridade são sempre os recém-nascidos prematuros de baixo peso e bebês doentes. Desde novembro, tivemos uma queda maior nas doações, principalmente por causa das férias. Normalmente, em março já melhora, mas mês passado foram coletados apenas 1,7 mil litros”, explica Graça Luz.
A estrutura da rede
A importância da doação é vivenciada por famílias como a de Graciele da Silva, 41 anos, e sua filha Maitê. Nascida prematura em 28 de março, a bebê depende do leite doado para se recuperar no Hospital Regional de Taguatinga, após sofrer convulsões e passar dez dias intubada.
“A Maitê nasceu prematura no dia 28 de março. Ela teve convulsões e ficou intubada durante dez dias. Agora, minha filha está internada no Hospital Regional de Taguatinga e se alimenta por uma sonda no nariz. A Maitê é meu milagre”, diz a vendedora.
Impacto da doação
O trabalho da rede de leite humano do Distrito Federal, que conta com 14 bancos de leite e sete postos de coleta, é fundamental para histórias como a de Maitê. Entre janeiro e março de 2026, a rede coletou 4.675,2 litros, um volume superior aos 4.365,9 litros do mesmo período em 2025. Os atendimentos individuais em amamentação somaram 44.309 no trimestre.
“O leite humano é considerado padrão ouro na alimentação infantil até a primeira infância, inclusive, preconizado pelo Ministério da Saúde. Depois de seis meses deve-se introduzir a alimentação complementar, mas a amamentação deve continuar até pelo menos os 2 anos”, afirma Graça Cruz.
Graciele resume o sentimento de gratidão e a diferença que a doação faz na prática. “Se não fosse o banco de leite, eu não sei o que seria da minha Maitê. O leite está ajudando na melhora dela, ela está saudável, ganhando peso e em breve vai sair do hospital”.
Como se tornar uma doadora
Mães saudáveis que estão amamentando e possuem leite excedente podem se cadastrar como doadoras. O contato pode ser feito pela internet, por meio do programa Amamenta Brasília, ou pelo telefone 160, na opção 4. Após o cadastro, as voluntárias recebem orientação completa sobre higiene, coleta e armazenamento do leite no banco mais próximo de sua residência.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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