DF registra aumento na cobertura vacinal dos principais imunizantes para crianças de até 1 ano

Após enfrentar quedas consecutivas, a capital federal avançou na imunização deste público e ajudou o Brasil a sair da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas, segundo relatório recente da Unicef

Por Adriana Izel

A adesão à vacinação de crianças aumentou no Distrito Federal no último um ano e meio. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), os quatro principais imunizantes do calendário vacinal de crianças de até 1 ano tiveram crescimento na cobertura: pentavalente, poliomielite, pneumocócica 10 e tríplice viral. A alta ajudou a retirar o Brasil da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas, segundo o mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre imunização.

“O Distrito Federal acompanha o Brasil nesse ritmo de crescimento da vacinação. Percebemos desde 2023 um aumento das nossas coberturas vacinas, principalmente, de quatro imunizantes que são preconizados pelo Ministério da Saúde para crianças até um ano. Esse ano também já registramos um aumento desses imunobiológicos e esperamos continuar crescendo”, destaca a gerente substituta da Rede de Frio da SES-DF, Karine Castro.

No DF, as vacinas pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pela bactéria H. influenzae tipo B) e da paralisia infantil (pólio) foram as que registraram o crescimento mais constante no número de aplicação de doses entre os anos de 2022 e 2024. Entre janeiro e maio deste ano já foram administradas cerca de 12 mil imunizantes de cada uma delas, o que corresponde a 85% da cobertura vacinal. No ano passado, as vacinas atingiram 82% de cobertura, enquanto em 2022, o valor era de 78%.

A tríplice viral, que imuniza para sarampo, rubéola e caxumba, já bateu 96% da cobertura vacinal só este ano, quando foram aplicadas quase 14 mil doses. Em 2023, a cobertura vacinal do imunizante estava em 88% e, em 2023, bateu 90%. Já a pneumocócica 10 está quase atingindo 12 mil doses aplicadas, o equivalente a 83% da cobertura. No ano passado, a cobertura do imunizante chegou a 87% e no ano anterior 84%.

Várias ações do Governo do Distrito Federal (GDF) têm sido empregadas para melhorar os índices. Entre elas, a vacinação nas escolas, o horário estendido das unidades básicas de saúde (UBS) – com funcionamento noturno e aos sábados –, o carro da vacina – que circula por áreas de vulnerabilidade e difícil acesso –, e a vacinação extramuro, que ocorre em locais como shoppings, feiras, zoológico e igrejas.

Dora Rios Rocha, aos 2 meses de idade: a menina nunca perdeu uma vacina na unidade básica de saúde (UBS) 2 da Asa Norte, na 114/115

“Lançamos mão de várias estratégias no DF e temos tentado nos aproximar da população. Uma ação que deu muito certo em 2023 foi a vacinação nas escolas. Vacinamos intensamente e observamos um aumento significativo. Também conseguimos bons números com o carro da vacinação que tem levado imunizantes a muitos locais do Distrito Federal quase todo final de semana”, destaca a gerente.

Todo um trabalho de conscientização também tem sido feito para que a população voltasse a confiar na imunização infantil. “Quanto mais pessoas vacinadas menor a possibilidade de disseminação de doenças. Também temos que levar em consideração que as crianças são um público mais vulnerável. Então, elas precisam ser vacinadas e também precisam que as pessoas de seu convívio sejam vacinadas. Criança, adolescente ou adulto, todos têm que estar imunizados para evitar a volta de algumas doenças”, reforça Karine Castro.

A empreendedora Ana Carolina Lemos Rios, 35 anos, conta que faz questão de atualizar a caderneta vacinal da filha, Dora Rios Rocha, 7 anos. Desde bebezinha, a menina nunca perdeu uma vacina na unidade básica de saúde (UBS) 2 da Asa Norte, na 114/115. Com dois meses já estava imunizada contra BCG, hepatite B, poliomielite (VIP/VOP), pentavalente, rotavírus e pneumocócica. “Sempre segui todos os calendários certinhos. Tenho consciência de que a vacinação é muito importante, não só no âmbito individual, mas coletivo para evitar epidemias devastadoras”, afirma a mãe.

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