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14 abr 2026 00:39

Brasil confirma 88 casos de Mpox em 2026; São Paulo concentra maioria das infecções

Estado paulista contabiliza 62 dos 88 registros; Ministério da Saúde não reporta óbitos relacionados à doença neste ano

Por [Nome do usuário]

O Brasil registrou, até esta quarta-feira (25/Fev), 88 casos confirmados de Mpox em 2026, com o estado de São Paulo concentrando a maior parte das infecções, com 62 diagnósticos. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), os outros registros foram identificados no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros da doença são predominantemente leves a moderados e não há registro de óbitos no país em 2026.

Os números de 2026 apresentam uma redução significativa em comparação com o ano anterior. Em 2025, o Brasil contabilizou um total de 1.079 casos de Mpox e duas mortes associadas à doença. As informações oficiais são compiladas e divulgadas pela pasta federal da Saúde.

Apesar dos dados do governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) informa um número diferente para o estado, afirmando que o total de casos é de 50. Segundo a SES-SP, a capital paulista lidera com 31 registros. Outras cidades como Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes têm dois casos cada, enquanto municípios como Campinas, Santos, Guarulhos e Osasco registram um caso cada.

Sintomas e formas de transmissão

A Mpox, causada pelo vírus Monkeypox, é uma doença infecciosa cujo principal sintoma é uma erupção na pele, com bolhas ou feridas que podem durar de duas a quatro semanas. Outros sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, apatia e gânglios inchados. As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, virilha e regiões genitais ou anais.

A transmissão do vírus ocorre por meio de contato próximo com pessoas infectadas. Isso pode incluir contato com lesões de pele, fluidos corporais, mucosas, ou através de gotículas respiratórias geradas pela fala. O contato pele com pele, como toque e relações sexuais, e o compartilhamento de objetos contaminados também são formas de contágio.

Diagnóstico e recomendações

O período de incubação do vírus, entre o contato e o início dos sintomas, varia de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. Ao identificar os sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar o exame laboratorial, única forma de confirmar o diagnóstico. O diagnóstico diferencial é importante para descartar outras doenças com sintomas semelhantes, como varicela, herpes e sífilis.

O MS orienta o isolamento imediato para casos suspeitos ou confirmados. “Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, disse o Ministério da Saúde.

Medidas de higiene são fundamentais para a prevenção, como a lavagem frequente das mãos com água e sabão ou o uso de álcool em gel. Para quem precisa ter contato com uma pessoa infectada, o uso de equipamentos de proteção como luvas e máscaras é recomendado.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o ministério.

Tratamento e riscos de complicação

Atualmente, não existe um medicamento específico aprovado para a Mpox. O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. Na maioria dos casos, os sinais da doença desaparecem em algumas semanas. Contudo, a infecção pode levar a complicações graves e até à morte em grupos vulneráveis.

Recém-nascidos, crianças e indivíduos com sistema imunológico comprometido correm maior risco de desenvolver quadros graves. As complicações podem incluir infecções bacterianas secundárias, encefalite, miocardite e pneumonia. Pacientes graves podem necessitar de internação e antivirais para reduzir a severidade da doença.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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