Almofadas criadas por enfermeira ajudam pacientes com covid-19

Travesseiros em forma de coração, usados para aliviar a dor de mulheres que extraíram os seios, agora confortam paciente

Por Thais Umbelino

A criatividade dos profissionais de saúde tem ajudado a salvar vidas nestes tempos de pandemia. Dessa vez, a criatividade humanitária foi registrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião, onde almofadas em forma de coração, normalmente usadas para aliviar a dor de mulheres operadas com câncer de mama, agora estão sendo utilizadas para oferecer mais conforto a pacientes internados com coronavírus.

O método começou a ser adotado há poucos dias em quatro pacientes com covid-19 internados na Sala Vermelha da UPA. Todos estavam com os pulmões afetados pelo vírus e, por isso, respiram com dificuldade. Para facilitar a respiração e aumentar a oxigenação do sangue, pacientes nesse estado são colocados de bruços. Assim, de barriga para baixo, eles passam horas. Essa posição, além de desconfortável, pode dificultar que a máscara de oxigênio permaneça encaixada corretamente no rosto do paciente.

Para amenizar essa agonia, a enfermeira da UPA, Lívia Barra, 39 anos, teve a idéia de adotar os travesseiros anatômicos usados na oncologia para ajudar no tratamento de pacientes com coronavírus. Lívia, então, decidiu produzir e testar as almofadas. Deu certo. “Ficar muito tempo de barriga para baixo é muito desconfortável”, reconhece. “Com a ajuda da almofada é possível apoiar a cabeça no ombro, o que gera conforto e dá mais qualidade à internação”.

Trabalhando em casa nas horas de folga, ela conseguiu produzir oito almofadas em pouco mais de uma semana. Animada com o resultado, Lívia quer fechar abril com mais 15 travesseiros, que serão doados para pacientes internados na Sala Amarela da UPA.

História das almofadas

Da esquerda para a direita, as enfermeiras Roberta Almeida, Amanda de Mello e Livia Barra, além da gerente da UPA, Úrsula Pedroso.

A terapia da almofada para ajudar no tratamento de pacientes com covid-19 nasceu no início deste ano, depois que Lívia Barra viveu o dilema da pandemia dentro de sua própria casa. Mas tudo começou em 2018, quando a enfermeira ingressou no “Rompendo Mais Fronteiras”, grupo de voluntárias que atua em todo o Brasil ajudando mulheres com câncer.

Em Brasília, a sede do grupo é no Setor Militar Urbano, onde Lívia também mora. “Foi lá que eu aprendi a fazer corações de pelúcia para distribuir em hospitais do Distrito Federal para mulheres recém-operadas de câncer de mama”, relembra.

Em fevereiro deste ano, Glauco do Valle, 40 anos, marido de Lívia, foi internado em estado grave com covid-19 no Hospital das Forças Armadas (HFA). Buscando aliviar as dores do marido, Lívia apelou para a almofada. “Peguei uma que estava aqui em casa e levei até o hospital”, relata. “Quando ele a usou, ficou mais confortável e foi melhorando”. Glauco usou a almofada durante dez dias, tempo em que ficou internado no HFA. Hoje, está recuperado.

Vendo os efeitos da almofada na recuperação do marido, Lívia resolveu ajudar também pacientes da UPA de São Sebastião. “Depois que eu colocava a almofada nos pacientes, eles estampavam no rosto uma sensação de alívio, uma expressão mais alegre”, conta. “Acredito que, só pelo fato de ganhar um presentinho em um momento de tantas renúncias, já os deixou gratos”.

Das UBSs às ruas: rede de saúde do DF acolhe pessoas em situação vulnerável

Por Kleber Karpov As equipes do Consultório na Rua totalizaram...

Farmácia oncológica reforça atenção a pacientes no hospital de Taguatinga

Por Kleber Karpov O Hospital Regional de Taguatinga consolidou relevância...

Senado debate fraudes em contratos de saúde em audiência solicitada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará

Por Kleber Karpov Problemas estruturais na gestão sanitária brasileira ganham...

Ações de prevenção às drogas alcançam mais de 3 mil estudantes no DF em 2026

Por Kleber Karpov Entre maio e outubro de 2026, programas...

Bets entram no centro das discussões do debate jurídico e econômico no STF

Por Kleber Karpov Representantes de diversas agremiações esportivas brasileiras manifestaram...

IGESDF prepara profissionais para tornar atendimento no SUS mais ágil e eficiente

Por Kleber Karpov O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde...

Solidariedade feita à mão leva 80 turbantes a pacientes oncológicas do Hospital de Base

Por Kleber Karpov Um mutirão de artesanato movido pela solidariedade...

Anvisa interdita parte de terminal no Porto de Santos (SP)

Por Kleber Karpov A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)...

Destaques

Das UBSs às ruas: rede de saúde do DF acolhe pessoas em situação vulnerável

Por Kleber Karpov As equipes do Consultório na Rua totalizaram...

Farmácia oncológica reforça atenção a pacientes no hospital de Taguatinga

Por Kleber Karpov O Hospital Regional de Taguatinga consolidou relevância...

Senado debate fraudes em contratos de saúde em audiência solicitada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará

Por Kleber Karpov Problemas estruturais na gestão sanitária brasileira ganham...

Ações de prevenção às drogas alcançam mais de 3 mil estudantes no DF em 2026

Por Kleber Karpov Entre maio e outubro de 2026, programas...

Bets entram no centro das discussões do debate jurídico e econômico no STF

Por Kleber Karpov Representantes de diversas agremiações esportivas brasileiras manifestaram...