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22 abr 2026 22:42

Artigo – A diplomacia coercitiva e seus impactos no mundo

Por Fabiana Ceyhan

Em 1971, apresentou-se pela primeira vez o conceito de diplomacia coercitiva pelo professor da Universidade de Stanford, Alexander George. Na visão de Alexander, essa diplomacia é aplicada quando um país deseja impor seu ponto de vista, para alcançar seus objetivos. Esses objetivos podem ser políticos, econômicos, e outros, mas são todos de controle: controle de uma nação sobre outras. Ademais, os meios usados para esse tipo de ação são: bloqueios tecnológicos, isolamento político, sanções econômicas, etc.

Indubitavelmente, todos os países têm regras a cumprir, as Nações Unidas são uma referência de condutas de direitos humanos, direitos territoriais, de saúde universal e de condutas éticas com regras de boa convivência entre povos e nações. No entanto, até mesmo as Nações Unidas têm sido afrontada, nos últimos anos.

A corte internacional de Haia, na Holanda, é onde são julgados os casos de crimes internacionais, e a convenção de Viena que define regras sobre a soberania de países e suas autonomias diplomáticas.

Como jornalista da área internacional, vários temas me chamam a atenção e um deles é sobre quais os países realmente estão se impondo sobre os outros de forma prejudicial, e quais países realmente têm uma diplomacia mais construtiva. Sem dúvidas, os países mais desenvolvidos são aqueles que têm mais influência e poder de persuasão.

A Diplomacia do Bem

Estive na China em 2019, onde passei 30 dias e, pude observar e estudar um pouco sobre o país asiático que cresce a cada dia, com uma população de 1,4 bilhões de habitantes. Também, vi muito progresso e trabalho; os  chineses trabalham muito.

Passei a entender mais sobre a diplomacia chinesa, estudar seus pilares, de modo que descobri que um dos princípios chineses é o respeito; eles são respeitosos no trato uns com os outros e respeitam também a soberania de outros países; não interferem nos assuntos internos e políticos de outros países e prezam pela coexistência pacífica; a diplomacia chinesa não agride, não impõe seus pontos de vista; na verdade, a diplomacia chinesa é muito comercial, focada em negócios e benefícios mútuos entre as partes. Outro fato que me chama a atenção, também são os projetos de ajuda da china a outros países menos favorecidos.

A China, através da coexistência pacífica, tem se tornado um grande protagonista no mundo, e, na minha opinião, um exemplo de diplomacia, o qual tem ajudado muitos de seus parceiros.

 A minha conclusão é que a diplomacia coercitiva usada por outros países não é benéfica, e leva, muitas vezes, milhares de pessoas ao sofrimento. Os embargos de remédios, insumos, isolamento e outros, podem afetar famílias e pessoas que nada tem a ver com decisões políticas. Infelizmente,  a diplomacia coercitiva não é um bom exemplo e, sequer deveria existir, na minha opinião.

A diplomacia Chinesa é um exemplo a ser seguido pelo mundo, e mais estudada também, pois conhecer as regras e as formas de governo são fundamentais para se ter uma base concreta do que realmente acontece no mundo, onde estão os problemas e quais poderiam ser as soluções para muitos conflitos. Por fim, afirmo que diante de fatos concretos e vivenciados, o mundo precisa de paz, de entendimento e, as questões polêmicas, que por ventura acontecem, jamais devem ser tratadas com sanções e ameaças.

Como supracitado, há a Corte Internacional de Haia, cuja existência demonstra que nenhum país deveria causar sofrimento ao outro por ter um maior poder econômico. Precisamos mesmo de mais mãos estendidas e menos julgamentos parciais. Espero que as nações sigam soberanas e com o direito ao progresso, sem intervenções de outras.

Fabiana Ceyhan
Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.

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