Saúde do DF: Sai Castelli, entra João Batista

Há dois dias para assumir Secretaria de Saúde, Ivan Castelli desiste de assumir a pasta. O ex-subsecretário de atenção básica à Saúde alega questões pessoais.

O governador, Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou na tarde dessa segunda-feira (29) a troca do secretário de Saúde do Distrito Federal. O então secretário anunciado (15/Dez), o cardiologista, Ivan Castelli, que tomaria posse em Janeiro, recuou da decisão e declinou a nomeação para gerir a Saúde, área mais crítica do próximo governo.

Segundo nota na rede social de Rollemberg, no Facebook, Castelli optou por não assumir a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), por problemas pessoais. Para substituí-lo Rollemberg anunciou o médico coloproctologista, doutor em clínica cirúrgica e ex-vice-reitor da Universidade de Brasília (UnB) entre 2008 e 2012, João Batista de Sousa, que atualmente trabalha no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Paira na Capital Federal que Rollemberg é um homem de muita sorte e essa máxima parece ter se reafirmado no que tange a Saúde do DF. Isso porque Castelli embora tenha um ótimo curriculum profissional, além de ter sido bem recebido por diversas classes médicas, pesava contra o futuro secretário uma suposta participação em denúncia de escândalo investigado pelo então Procurador Regional da República (PRR1ª REGIÃO) do Ministério Público Federal Ronaldo Meira de Vasconcellos Albo, em Fevereiro de 2012.

No caso em questão, já abordado pelo Política Distrital, um grupo de empresários, do segmento da Saúde, colocou Castelli em gravação de áudio e vídeo, supostamente em prática ilegal. Isso poderia gerar problemas futuros ao governador, se de fato fosse confirmado.

Batista por sua vez traz para a SES-DF um excelente currículo profissional enquanto médico e gestor, porém sem vínculos políticos, sobretudo com a atual gestão petista do DF.

Com os pés no meio universitário uma das ideias de Batista deve contribuir para reduzir a falta de médicos nas unidades de saúde e ainda reduzir custos ao governo. Trata-se da possibilidade de transferir a administração das Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) para as faculdades de Saúde.

Outro nome que possivelmente deve compor a equipe a linha de frente da SES-DF com Batista como secretário adjunto é o do médico pneumologista, Paulo Henrique Ramos Feitosa. Se confirmado a indicação, uma das missões de Feitosa, responsável pelo plano de governo de Rollemberg para a saúde, será decretar a morte do ponto-eletrônico. Isso porque estudos encomendados por Rollemberg demonstraram que esse controle de frequência  não foi eficiente para garantir atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde do DF.

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