Por Kleber Karpov
O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) opera o primeiro Laboratório de Alta Contenção Biológica de Nível de Biossegurança 3 (NB3) da Região Centro-Oeste, uma estrutura projetada para a manipulação segura de agentes biológicos de alto risco. O local é atualmente uma referência no diagnóstico da tuberculose, garantindo a proteção de profissionais, da população e do meio ambiente por meio de rigorosos protocolos de segurança.
O nível de biossegurança 3 é aplicado em laboratórios que lidam com agentes patogênicos transmitidos pelo ar, como a bactéria causadora da tuberculose. Para mitigar os riscos, a estrutura do Lacen-DF impõe o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs) e possui acesso restrito, controlado por uma equipe de cinco servidores especializados, sendo três analistas farmacêuticos e dois técnicos de laboratório.
A proteção oferecida pela unidade atua em três frentes: a segurança dos profissionais que realizam as análises, a precisão dos diagnósticos fornecidos aos pacientes e a contenção ambiental, que impede a liberação de cepas no meio ambiente. Segundo a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes, um sistema específico impede a saída de ar da área de contenção sem o devido tratamento. “Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente”, explicou.
Referência regional no diagnóstico
Consolidado como um polo técnico, o laboratório NB3 do Lacen-DF atende não apenas o Distrito Federal, mas também recebe amostras dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão. A chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF, Glaura Caldo, detalha o escopo do trabalho realizado na unidade. “Em média, processamos entre 400 e 500 amostras por mês. Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes”, ressaltou.
Visita técnica fortalece ações de bioproteção
Com o objetivo de fortalecer as ações de biossegurança e bioproteção em locais estratégicos do país, o laboratório recebeu nesta semana uma visita técnica de uma equipe multidisciplinar do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e de representantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde.
Durante a visita, foram realizadas apresentações institucionais e uma inspeção das instalações. O tenente-coronel e assessor militar do GSI, André Bifano, destacou o papel fundamental da unidade para a saúde pública. “A estrutura de biossegurança permite o trabalho seguro com patógenos de alto risco, garantindo que estudos, diagnósticos e pesquisas sejam feitos dentro das normas nacionais e internacionais. Isso garante à população serviços de qualidade e maior proteção”, afirmou.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











