Por Kleber Karpov
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta quinta-feira (19/Jun), o evento ‘Educa em Ação’ para debater o aumento dos transtornos alimentares impulsionados pela busca por um ‘corpo perfeito’. Realizado em formato híbrido, com transmissão pelo YouTube, o encontro visou fortalecer a qualificação de profissionais da saúde sobre os impactos físicos, emocionais e sociais associados à imagem corporal.
A iniciativa, organizada pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), contou com a participação do nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista e da assistente social Natália Barreto. Ambos abordaram a importância de uma atuação multiprofissional no cuidado aos pacientes que enfrentam essas condições.
Segundo o enfermeiro da Diep, Maxsuel Dias, ações de educação permanente são cruciais para aprimorar a assistência e promover uma abordagem mais humanizada. Ele ressalta a necessidade de entender o paciente para além do diagnóstico.
“É essencial conscientizar nossos colaboradores e investir em educação em saúde sobre esse tema. Precisamos deixar de reproduzir estereótipos e aprender a enxergar o paciente para além do transtorno, compreendendo sua história, suas dificuldades e suas necessidades”, afirmou Dias.
Complexidade dos transtornos
Entre os transtornos alimentares mais comuns estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. Essas doenças podem acometer indivíduos com diferentes perfis corporais, e o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.
Ramon Batista explicou que a distorção da imagem corporal é um sintoma comum e causa grande sofrimento. “Muitos pacientes convivem com a distorção da imagem corporal, que ocorre quando a percepção que têm de si mesmos não corresponde à realidade. Essa condição provoca sofrimento emocional significativo e precisa ser compreendida e acolhida durante todo o processo de cuidado”, destacou o nutricionista.
A assistente social Natália Barreto complementou a discussão, enfatizando os fatores sociais que influenciam a relação das pessoas com a alimentação. “Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade”, disse.
Atendimento especializado no SUS
No Distrito Federal, o Hospital de Base (HBDF), administrado pelo IgesDF, é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferece um ambulatório estruturado para o tratamento de transtornos alimentares. O serviço conta com uma equipe integrada de psiquiatras, psicólogos e nutricionistas.
O acesso ao acompanhamento individualizado ocorre por meio de encaminhamento médico, que pode ser emitido tanto pela rede pública quanto pela privada. Após o encaminhamento, é realizado o agendamento de uma consulta de avaliação para iniciar o tratamento.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.












