Por Kleber Karpov
O Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), fornece gratuitamente fórmulas nutricionais especiais para crianças com diagnóstico de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A iniciativa, destacada em (27/Mai) durante a Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, beneficia atualmente 1.445 crianças menores de dois anos, garantindo o acesso a um tratamento essencial para o desenvolvimento infantil.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca é o tipo mais comum entre crianças de até 24 meses e pode afetar diretamente o desenvolvimento. Segundo a gerente substituta de Serviços de Nutrição (Gesnut) da SES-DF, Carolina Cunha, a condição pode levar a complicações sérias. “A APLV pode provocar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos. Quando não tratada adequadamente, pode comprometer o crescimento e até aumentar o risco de infecções”, explica a gestora.
O programa se mostra fundamental para famílias como a de Maitê Nóbrega, de nove meses. Diagnosticada com APLV nos primeiros 40 dias de vida, a bebê foi encaminhada ao PTNED após receber alta do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e hoje recebe regularmente as fórmulas adequadas para sua condição.
A mãe de Maitê, Karem Araújo, de 38 anos, relata o alívio que o suporte representa para a família. “É algo extremamente importante. Eu e meu marido somos autônomos e não teríamos condições financeiras de custear a alimentação dela. É um alívio saber que teremos o alimento garantido”, afirma.
Fórmulas e a importância nutricional
A SES-DF disponibiliza diferentes tipos de fórmulas infantis, conforme a necessidade de cada paciente. Entre as opções estão as que são à base de proteína hidrolisada do leite de vaca, com ou sem lactose, e as fórmulas à base de aminoácidos livres. Atualmente, cerca de 34% das crianças atendidas pelo programa utilizam as fórmulas de aminoácidos.
Carolina Cunha destaca que o fornecimento garante a ingestão de nutrientes vitais para o desenvolvimento. “Do ponto de vista nutricional, o programa também garante que a criança receba nutrientes essenciais, especialmente proteínas e cálcio, em quantidades adequadas para assegurar crescimento e desenvolvimento compatíveis com a faixa etária”, detalha a gerente substituta da Gesnut.
Como acessar o benefício
O acesso ao serviço começa com a avaliação da criança por um médico, nutricionista e assistente social na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou em hospitais da rede. Os relatórios são então encaminhados à Gesnut, que analisa se o caso se enquadra nos critérios da Portaria nº 374/2023, que regulamenta o programa.
Após a aprovação do cadastro, o responsável deve acompanhar o processo pelo portal InfoSaúde e agendar a retirada dos produtos pela plataforma Agenda DF. A entrega é realizada na Central de Nutrição Domiciliar (Cnud), localizada no Parque de Apoio da SES-DF, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).
Na primeira retirada, é obrigatória a apresentação de cópias do documento de identidade do responsável, do comprovante de residência no DF, da certidão de nascimento da criança e do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido devidamente assinado.
Para a permanência no programa, é exigido um acompanhamento contínuo da saúde da criança. A reavaliação nutricional deve ocorrer a cada três meses, enquanto a avaliação médica é necessária a cada seis meses. A avaliação do assistente social é realizada apenas no momento do cadastro inicial.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











