Por Kleber Karpov
Em pelo feriado, o Dia de Tiradentes, a governadora do DF, Celina Leão (Progressistas) anunciou, nesta terça-feira (21/Abr), a suspensão da portaria que alterava o cálculo da remuneração de professores temporários da rede pública do Distrito Federal. A medida foi tomada após a Secretaria de Educação (SEEDF) identificar que a nova metodologia poderia reduzir os vencimentos de parte da categoria. A decisão será oficializada em uma edição extra do Diário Oficial do DF (DODF).
Dessa forma, o governo recua da alteração, ao constatar que, embora o novo método pudesse elevar os valores recebidos por alguns docentes, outros profissionais seriam prejudicados com uma remuneração menor. A suspensão visa abrir um canal de negociação para revisar a medida.
“O que eu determinei foi que se suspendesse a portaria dessa mudança na forma de cálculo para que nós pudéssemos dialogar diretamente com a categoria”, afirmou Celina Leão ao garantir que “nenhum servidor temporário vai ter qualquer mudança na sua forma de remuneração”, concluiu.
Para buscar uma solução consensual, a governadora informou que será criado um grupo de trabalho no âmbito da Secretaria de Educação. A iniciativa contará com a participação direta do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) para rediscutir o tema e preservar a remuneração dos profissionais.
Demandas dos professores
A secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga, reforçou a orientação do governo para restabelecer a previsibilidade dos pagamentos e corrigir os problemas identificados na metodologia de cálculo.
“Nós vamos corrigir esse descompasso entre a remuneração desses professores temporários, assegurar que eles recebam a coordenação pedagógica nos moldes do que a gente fazia no ano anterior e, quando necessário, ajustar a rota”, afirmou Iêdes Soares.
A principal queixa da classe docente está relacionada à metodologia implementada no sistema EducaDF. Segundo os professores, a mudança causaria prejuízos nos salários e na contagem das horas destinadas à coordenação pedagógica.
A categoria reivindica o pagamento integral da jornada conforme o piso salarial, a garantia da carga horária completa de coordenação pedagógica e o fim de qualquer possibilidade de redução nos vencimentos.
“Vamos atualizar a legislação e as portarias e fazer isso com diálogo sempre muito aberto com o sindicato dos professores”, acrescentou a secretária Iêdes Soares sobre os próximos passos.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.












