Por Kleber Karpov
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) divulgou, em 07 de março de 2026, um estudo que revela um aumento de 54% no número de mulheres vítimas de sinistros de trânsito fatais em 2025, apesar de elas representarem uma minoria entre os condutores envolvidos em tais ocorrências. Conforme o levantamento, dos 404 motoristas que participaram de acidentes com morte, 53 eram mulheres, o que corresponde a 13% do total, mesmo que elas componham 42% do conjunto de 1.824.467 habilitados na capital federal.
Aumento de vítimas
Os dados do Detran-DF mostram que, do total de 404 condutores envolvidos em sinistros com morte em 2025, 332 eram homens, 53 eram mulheres e 19 não tiveram o sexo identificado. Embora as 765.096 motoristas do sexo feminino representem 42% dos habilitados, o envolvimento delas em ocorrências fatais foi de apenas 13%.
Contudo, o número de mulheres que perderam a vida no trânsito saltou de 33 em 2024 para 51 em 2025, um crescimento de 54%. A participação feminina no total de vítimas fatais também aumentou, passando de 14% das 229 mortes em 2024 para 19% das 271 mortes registradas no ano seguinte.
“Apesar de figurar como minoria entre as vítimas, assusta-nos esse aumento. A mulher sempre foi exemplo de cuidado e respeito às regras de circulação, tanto como condutoras como em outros papéis no trânsito. No último ano, por exemplo, tivemos 12 motociclistas mortas enquanto no ano anterior nenhuma motociclista tinha perdido a vida no trânsito. Esses dados vão nos ajudar a redirecionar nossas ações educativas voltadas para esse público específico”, explica o diretor-geral, Marcu Bellini.
Perfil das vítimas
Das 51 mulheres vitimadas em 2025, a maioria não estava na condução de um veículo. O levantamento aponta que 21 eram pedestres e 10 eram passageiras. As 20 restantes eram condutoras, sendo 12 delas motociclistas. Este último dado representa uma mudança drástica, visto que em 2024 nenhuma motociclista do sexo feminino havia morrido no trânsito do DF.
O atropelamento foi o tipo de sinistro que mais vitimou mulheres em 2025, com um aumento de 47% em relação a 2024, quando 15 pedestres do sexo feminino morreram. Outro dado inédito foi o registro de cinco condutoras mortas sem habilitação e uma com habilitação inadequada para o veículo, situações não observadas no ano anterior.
Locais com maior incidência
A análise geográfica dos sinistros indica que 31 mulheres morreram em rodovias distritais e federais, enquanto 20 perderam a vida em vias urbanas. A rodovia DF-001 (EPCT) foi a que registrou o maior número de casos, com seis óbitos, seguida pela BR-020, com três.
Nas áreas urbanas, a Avenida Recanto das Emas e a Avenida Central do Gama foram os pontos com maior quantidade de mortes, com duas cada. Entre as regiões administrativas, o Plano Piloto liderou com cinco ocorrências fatais envolvendo mulheres, enquanto Taguatinga, Recanto das Emas e Ceilândia registraram dois óbitos cada.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.












