Por Kleber Karpov
O número de atendimentos de urgência relacionados a problemas cardíacos no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) registrou um aumento de 77% em 2025. A informação foi divulgada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), nesta quinta-feira (5/Mar), responsável por conduzir um processo de reestruturação e reorganização da porta de entrada da emergência, além de integrar os serviços da unidade. As mudanças ampliaram o acesso e tornaram o cuidado mais ágil e seguro para a população.
Informações do IGESDF indicam que a iniciativa redefiniu os fluxos internos do hospital e fortaleceu a integração entre o pronto-socorro, a cardiologia clínica, a hemodinâmica e as unidades de internação. Reorganização que permitiu ampliar a capacidade de resposta da unidade, que passou a apresentar maior resolutividade já no primeiro atendimento aos pacientes com sintomas como dor no peito, falta de ar e mal-estar.
De acordo com a chefe do Serviço de Cardiologia, Gabriela Thevenard, a nova abordagem também expandiu o perfil dos pacientes acolhidos. “Passamos a atender não apenas casos complexos, mas também pacientes com problemas cardiovasculares de menor gravidade ou em fase inicial de investigação. Isso possibilita diagnóstico mais precoce e início mais rápido do tratamento”, explicou.
Com a organização, o fluxo de atendimento começa com uma triagem específica para sintomas cardíacos, seguida de avaliação médica imediata e realização de exames, como eletrocardiograma e testes laboratoriais. A análise rápida do risco do paciente auxilia a equipe médica a decidir com mais precisão a conduta a ser adotada, seja observação, internação ou encaminhamento para um procedimento especializado.
Investimento em tecnologia
A estrutura tecnológica da unidade foi reforçada com a aquisição de um novo angiógrafo em 2024, totalizando dois equipamentos em funcionamento na Hemodinâmica. O investimento resultou em um crescimento de 33% no número de procedimentos realizados no setor em 2025, em comparação com o ano anterior.
“Conseguimos expandir a oferta de exames e intervenções, o que impacta diretamente na rapidez do diagnóstico e no início do tratamento”, afirma Gabriel Kanhouche, chefe do setor de Hemodinâmica. Além de ampliar o volume de atendimentos no Hospital de Base, a reorganização contribuiu para reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais.
Atendimento que salva vidas
O paciente Jonas Morais Sousa, de 53 anos, que já havia sofrido dois infartos em 2019 e 2020, procurou o Hospital de Base em janeiro deste ano após apresentar novo mal-estar. Após avaliação e exames, ele permaneceu internado para uma cirurgia de revascularização do miocárdio, conhecida como ponte de safena.
O procedimento, no entanto, foi adiado devido a uma infecção renal. Após a estabilização do quadro clínico, a cirurgia foi realizada com sucesso no dia 16 de fevereiro. Em recuperação, Jonas Morais Sousa elogiou a equipe do hospital.
“Tudo o que tenho a dizer é parabéns a todos os profissionais. Cada um exerce sua função com dedicação, sempre com o mesmo objetivo. Desde a primeira vez em que infartei e fiquei internado aqui, só tenho a agradecer. Fui bem atendido e realizei todos os exames de que precisei”, disse Jonas Morais Sousa.












