Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde (SES-DF) divulgou, nesta quarta-feira (25/Fev), a implementação de uma nova central de monitoramento de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), com um investimento de R$ 264 mil. A tecnologia, chamada telemetria, foi instalada com o objetivo de ampliar a segurança clínica de bebês recém-nascidos e aprimorar a rotina assistencial, permitindo o acompanhamento simultâneo, contínuo e integrado dos principais parâmetros vitais dos pacientes.
A tecnologia de telemetria permite que as equipes de saúde acompanhem, em tempo real, as condições clínicas dos bebês internados por meio de painéis distribuídos em pontos estratégicos da unidade. O sistema monitora indicadores vitais como frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação de oxigênio, pressão arterial e frequência respiratória, centralizando as informações para otimizar o tempo de resposta a possíveis intercorrências.
A centralização da vigilância proporciona uma visão ampla da unidade, o que, segundo a pediatra neonatal Virgínia Lira, do Hmib, agiliza a atuação da equipe. A inovação substitui a necessidade de rondas constantes para verificação individual dos leitos, permitindo uma ação mais direta em caso de emergências.
“O objetivo é que a gente monitore e tenha uma visão ampla da unidade intensiva, diminuindo o tempo de ação. Isso significa que, se há uma intercorrência, por exemplo, já consigo ir diretamente ao leito em que ela ocorre. Antes, tínhamos que fazer rondas, ou até mesmo as próprias enfermeiras vinham nos avisar”, explica a pediatra neonatal Virgínia Lira.
Estrutura e protocolo de uso
Uma central principal de vigilância integra todos os leitos das alas azul e verde, destinadas aos casos mais graves, e da ala amarela, para pacientes intermediários. Adicionalmente, cada ala possui painéis próprios instalados ao final dos corredores, garantindo que técnicos de enfermagem e enfermeiras tenham acesso imediato aos dados dos leitos sob sua responsabilidade.
Ao serem admitidos na unidade, os recém-nascidos são cadastrados e os profissionais de enfermagem inserem os dados no sistema de monitoramento. A ferramenta também conta com alarmes sonoros, que podem ser ajustados conforme a avaliação das equipes médicas para alertar sobre qualquer alteração no quadro clínico dos pacientes.
“É um ganho para o SUS [Sistema Único de Saúde], para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”, avalia Virgínia Lira.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.












